O medo de ver Alberto Fujimori e seu grupo de novo no poder transformou o escritor Mário Vargas Llosa, Prêmio Nobel, num dos mais importantes personagens das eleições.
Vargas Llosa foi derrotado por Fujimori quando se candidatou a presidente do Peru. As acusações de corrupção, desrespeito os direitos humanos e autoritarismo derrubaram El Chino, como é chamado Fujimori, e lhe valeram uma pena de 20 anos de cadeia.
Llosa não ficou contente com as alternativas do segundo turno da eleição peruana que se realiza no domingo. Disse que era uma escolha entre a AIDS e o câncer. Mesmo assim resolveu apoiar candidatura de Ollanta Humala.
Para o escritor foi um erro o centro se dividir deixando que as eleições fossem polarizadas entre esquerda e direita. Não lhe coube outra saída, exceto criticar os setores conservadores do Peru, os que, segundo ele, apoiam Keiko Fujimori.
Desde o início da campanha para o segundo turno, Llosa atacou os empresários conservadores, criticou o arcebispo José Luís Cipiriani e agora rompeu com o jornal El Comercio que, para ele, tornou-se a máquina de propaganda de Keiko Fujimori.
Llosa escreveu ao jornal El Pais, de Madri, pedindo que cancelasse a distribuição de sua crônica regular, intitulada Pedra de Toque.
Um intelectual, o economista Hernando de Soto, propôs um debate com Llosa. De Soto que desenvolveu a tese da força do capitalismo informal nas favelas, acha que um liberal como Llosa não deveria apoiar Ollanta Humala.
Intelectuais e cientistas peruanos lançaram um manifesto de apoio a Humala. Todos temem a volta dos Fujimori. Keiko diz que ela é uma coisa, seu pai outra. No entanto, em muitos pontos do pais os panfletos da Fuerza 2011 trazem a foto do ex-presidente.


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