É muito cedo para dar o balanço de uma visita que apenas começou. Bento XVI em Cuba significa realmente o início da primavera, conforme anunciam alguns comentaristas de sua viagem?
Tudo o que Papa disse, ao que parece, ainda está de acordo com a visão dos lideres cubanos. Bento XVI atacou o marxismo que não é adequado para resolver os problemas do mundo.
Fidel Castro, com outras palavras, já tinha admitido o fracasso do sistema socialista em Cuba, pelo menos no que diz respeito ao crescimento econômico sustentado.
A posição de Raul Castro indicando reformas mostra também que os dirigentes cubanos não estão satisfeitos com a clássica visão socialista e olham com atenção o exemplo chinês que, no campo econômico, se abriu para o capitalismo.
Restam os direitos humanos. Ontem, foram presos 70 mainifestantes, segundo denúncias das Damas de Branco. Essas mulheres protestam há muito tempo e querem ver o Papa para denunciar a repressão no pais.
Certamente, alem das criticas ao marxismo, o Papa falará com Raul sobre direitos humanos. O que Cuba conseguiu do Brasil quer também do Vaticano: falar sobre direitos humanos entre quatro paredes e fingir que o problema não existe, nos discursos oficiais.
Bento XVI é livre para fazer esse jogo. Caso se revele cruel com os sofredores, a Igreja sempre pode pedir desculpas alguns anos depois.



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