Desde o início do governo Dilma Roussef, foram realizadas quatro greves de PMs no Brasil e oito novas estão programadas, dependendo ainda do resultado de negociações.
Não há pais no mundo com tanta inquietação sindical na área da policia. Isto tudo é consequência de um processo não resolvido: a aprovação final da PEC 300 que iguala o salário da PM de outros estados ao salário da PM de Brasília.
O argumento do governo é este: não há previsão orçamentária para um aumento dessa ordem. De fato, um oficial da PM de Brasília ganha mais do que seu correspondente no Exército e muito mais do que a PM do Rio.
O salário de um soldado de segunda classe em Brasília equivale ao de um major no Rio. O piso previsto pela PEC 300 seria de R$3.500 para um soldado e R$7 mil para um oficial.
O governo diz que não há dinheiro. Mas até o momento não se partiu para uma negociação efetiva: qual o piso que o orçamento suporta? Por que não oferecê-lo na mesa de negociação?
O resultado está aí. A greve dos policiais serve para dramatizar o problema. Mas por outro lado afasta grandes setores da população que a vêem como prejudicial ao cidadão que paga impostos e não é o responsável direto por fixar salários.
A segurança em metrópoles como Salvador é um item cada vez mais discutido e desejado pela população. Existe na opinião pública uma abertura para que se pague mais aos policiais e bombeiros. Existe, por outro lado, uma reação desfavorável quando esse aumento é reivindicado através de greve, como houve no Ceará e acontece agora na Bahia.
Só um novo enfoque nos garante sair dessa crise, que explode a cada momento nos estados. Este enfoque deveria ser uma discussão realista do piso salarial e uma adequação urgente dos vencimentos de soldados e oficiais.
O fato de participarem da greve mulheres e crianças mostra como a família dos militares foi também punida com baixos salários.
Não é um problema fácil. A população não quer esse tipo de greve. Mas também não quer que a PM tenha salário tão baixo. A melhor maneira é negociar com seriedade e vencer essa etapa que se arrasta desde a chegada da PEC 300 ao Congresso.
Não dá para resolver com violência. Mas não dá mais para empurrar com a barriga. O dinheiro que o governo federal está gastando para manter a ordem na Bahia, com Exército e Força Nacional poderia ter usado também para fortalecer o aumento dos policiais.
É preciso se antecipar e encarar o problema de frente, atitude difícil de se encontrar em Brasília. Na capital alem da policia, quase todos os envolvidos na solução do problema ganham bem. Não encontram ânimo para sair do marasmo.
No Rio há uma greve prevista para sexta-feira e uma votação de aumento salarial hoje. Vamos ver o que acontece porque os salários dos PMs aqui são menores que os da Bahia.



Comment
Infelizmente a “votação” que a mídia comprada amplamente divulgou não existe aqui no Rio. o que ocorreu e que estávamos recebendo 0,96% de aumento ao mês e o que o governador propos em votação é a antecipaçõa de 10 parcelas pra março do corrente ano oq daria uma aumento para quem recebe 1200,00R$ de aproximadamente 120 Reais, continuaríamos a ser o pior salário do país.
as próximas antecipações estariam previstas para março e outubro de 2013, totalizando assim a antecipação de 36% (de um aumento que ja tinha sido votado há um ano atrás)daqui há dois anos, usando dessa artimanha o governador esta anunciando pelos quatros cantos que esta dando aumento de 36% numa atitude covarde e mentirosa.