Acabou ocupaçnao da Assselmbleia pelos policiais na Bahia. Todos respiram aliviados porque o número de assassinatos cresceu muito, 133 no período, e o carnaval estava ameaçado. A greve tende a acabar.
Os colunistas, âncoras de televisão- parte substancial dos formadores de opinião apontou a ilegalidade da greve dos policiais como o grande tema.
Nem todos foram adiante, reconhecendo que apesar da ilegalidade da greve de militares, havia um problema de fundo.
O governo escapou quase ileso. Mas é culpado de não ter oferecido uma saída para o impasse criado em torno da PEC-300.
O texto foi aprovado num momento pré-eleitoral. Depois foi engavetado com o argumento de que nivelar as PMs estaduais ao salário da PM de Brasília iria quebrar os estados.
Se o governo acha mesmo que não pode pagar os custos da PEC-300, e é provável que não possa mesmo, qual seria a saída?
Na minha opinião, oferecer um piso salarial mais modesto que o previsto na PEC -300. Na verdade, não ofereceu nada. Apenas engavetou a PEC-300 e empurrou o tema com a barriga.
Todos os que ficaram aliviados com o fim da greve da Bahia devem saber que o problema de fundo não foi resolvido.
São raros os comentaristas que reconhecem a ilegalidade da greve, mas chamam a atenção para o baixo salário dos PMs.
A greve acabou mas o problema continua. Não seria o momento de encará-lo de frente?
Hoje à tarde há uma assembleia de policiais e servidores na Cinelândia. A antecipação salarial foi aprovada agora pelos deputados estaduais. Mas no ano que vem um PM do Rio estará ganhando, com as gratificações, o que ganha hoje um PM da Bahia: R$2100.
É possível desejar segurança e ignorar a situação salarial e as condições de trabalho da polícia?



Comment
Infelizmente, o Brasil ainda é uma grande senzala. Não importa se é pt, psdb,pmdb, etc, no Brasil reinvidicações, muito mais do que justas, a respeito de reajustes salariais para professores, policiais e outras categorias, são tratadas como criminosas, merecedoras apenas de repressão por parte dos estados, e do governo federal.