É difícil escrever sobre economia, quando não se é economista. Mais difícil ainda é tentar entender um crescimento zero e ser acusado, como fazem alguns, de torcer contra.
No texto anterior não afirmei que a economia iria abalar o governo. Disse apenas que daria mais trabalho. Será que a intolerância chega ao ponto de considerar ofensivo uma simples constatação de que o governo terá mais trabalho?
A crise de 2008 também repercutiu na economia, reduziu o crescimento. Na época, Lula afirmou que era apenas uma marolinha. Tentava com isso neutralizar o impacto psicológico da crise e suas consequências nos investimentos.
Dilma foi menos enfática na injeção de otimismo. Além disso, pegou um governo depois de altos gastos públicos, típicos, no Brasil, em períodos eleitorais.
Alguns analistas acham que a queda no nível de investimento revela a preocupação com a crise européia. E isso teve um papel. Outros, afirmam que o governo decidiu colocar um freio no crescimento para evitar pressões inflacionárias. Isso também teve um papel.
Mas o que parece desafiar uma visão conjuntural é o declínio da indústria. Movimento constante, indica que caminho de superação?
As relações com a China deveriam ser analisadas dentro do quadro geral. Os chineses sustentam a demanda de muitos produtos brasileiros e seu crescimento nos acelera também.
Mas os chineses, por outro lado, com sua alta competividade contribuem para o declínio da indústria, não só aqui mas em outros pontos do mundo.
Se você, em termos nacionais, olha os chineses apenas como consumidores tende ao otimismo. Mas se olha como vendedores tem uma certa apreensão.
No Brasil há uma resistência à ideia de uma política industrial. Mesmo que se evite um rótulo polêmico, um conjunto de medidas deve ser tentado, como, por exemplo, Obama tenta Estados Unidos, estimulando, entre outros, a indústria solar. O que já levou a um certo conflito com a China.
Talvez fosse interessante na tentativa de entender o processo não se concentrar apenas nos investimentos, mas no exame da trajetória da indústria.
Além das medidas gerais de controle que o governo já prevê , um debate nacional sobre o estado da indústria e suas perspectivas pode ser um ser um saldo positivo do sobressalto trimestral.
Pelo menos, seria uma tentativa de entender os problemas de curto prazo, com uma reflexão de como reverter o processo com uma retomada sustentável.
As comissões de relações exteriores do Congresso poderiam organizar um debate sobre as relações Brasil-China. Elas se tornaram muito importantes, mas não têm correspondência na realidade parlamentar.
A primeira objeção é esta: o que esperar deles? Acontece que o debate é televisionado, falam especialistas, a imprensa cobre.
Essas primeiras observações sobre o momento e talvez muitas outras não são de quem tem as respostas, mas apenas algumas perguntas.



2 Comments
NÃO GOSTO DA BAGUNÇA ATUAL DO BRASIL. ONDE ESTA OS HOSPITAIS E ESCOLAS QUE PRECISAMOS? CONFIO NO SENHOR MAIS VISIÓNARIO . SÓ GOSTO DE ARTE E ASSUNTOS DA MINHA AREA FILOSOFIA (MÉTODOLOGIA DE ASSOSSIAÇÃO DA FILOSOFIA CLASSICA )
SOU UM POUCO DESLIGADO DESCULPA A MAL CONFIGARAÇÃO DO MEU FACEBBOK..
RAMESS1967(HEINER FERREIRA)
grãnde prejuizo das obras da delta engearia que tinha cozinhe como mestre deobras vendo caimento de manilha com esguadro trabalhado todos errados com achuva de ontem tivemos grãnde prejuizo as obras foi parada na rua ourofinoenfrete o mercado vaz estamos tirando grãde contidade de lãma de dentro das casa tive um grãnde prejuizo com as tv que estava prota para entrega porque entro agua nas tv das pessoas seraque sergio cabral vai paga meu prejuizo des guando começo aobras rracho duas casa ate ogem nada foi rrezovido