Fizemos a viagem de Metrô da Pavuna à Estação Carioca em 45 minutos. Foi mais uma oportunidade de compartilhar com o trabalhador do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense o seu cotidiano. Queremos mostrar que o transporte do Rio de Janeiro pode avançar muito, principalmente na modalidade que consideramos mais importante: sobre os trilhos.
Fizemos esta mesma viagem em 2008, de lá para cá a situação piorou. Principalmente por causa da inauguração da Estação General Osório e da extensão da Linha 1 – agora Linha 1-A. Há mais gente, menos trens – o Metrô espera 13 trens que estão sendo construídos foram do Brasil. Mas ainda assim é importante registrar que a freqüência não é boa – um trem a cada 4 minutos.
Um fenômeno curioso: quem quer viajar sentado, precisa pegar o trem que está voltando. Explico: como os vagões que já partem cheios, muitas pessoas saltam uma estação depois para pegar o trem vazio que está voltando para a Pavuna e aí conseguem sentar, mas aumentam o tempo de viagem. E quando as pessoas que estão na estação final entram no trem, já não têm lugar para sentar.
Mais trens, maior freqüência: está é a solução para melhorar a vida de quem usa o metrô todo dia.



6 Comments
[…] This post was mentioned on Twitter by Priscila Fernandes , Fernando Gabeira. Fernando Gabeira said: Mais trens e maior freqüência para melhorar a vida de quem anda de metrô todo dia http://bit.ly/cupMvc […]
E, claro, o abandonado projeto de conclusão da linha 2, que deveria seguir por túnel próprio do Estácio até a Carioca passando pela Cruz Vermelha, dando opções de viagem e aliviando o fluxo… A estação Carioca 2 jé está fisicamente pronta, esperando acabamento, abertura de acessos e, claro, as composições vindas da linha 2… Se o [des]governo do estado não gastasse tanto em publicidade, a obra para a conclusão da linha 2 poderia estar em andamento. E aquela estação Cidade Nova nada acrescenta à abrangência do sistema…
Ainda sonho com um Rio de Janeiro nos trilhos.
Não sei o que desencadeou o deslocamento do raciocínio do sistema de transporte, que tinha uma considerável rede de ferroviária (essencialmente coletiva), para o encolhimento desta e gradual adoção do transporte rodoviário, cada vez mais do coletivo para o individual.
O que pode significar maior conforto e autonomia, por um lado, já mostra seu efeito colateral: nas ruas, cada vez mais insuficientes, trânsito inchado, congestionado; nos trilhos, igualmente insuficientes, poucos trens e cada vez mais pessoas para utilizá-los.
Na minha humilde concepção, o que se deve fazer é promover o reencontro do transporte público com a necessidade da população, de modo a atendê-la melhor e convencê-la de que este é melhor que o transporte individual. E para isso não é necessário luxo: basta conforto adequado e, em especial, dignidade.
Nosso estado tem um território fértil para todos os tipos de transporte: aquaviário – cadê a barca para São Gonçalo? por que a linha Praça XV x Charitas foi pensada apenas em quem tem R$10 para pagar uma passagem de ida? -, ferroviário – já tivemos uma malha interligando praticamente todo estado: hoje ela está sendo desmontada onde não fora aproveitada para o transporte de carga – e rodoviário – que poderia fazer um excelente papel alimentando os sistemas de maior capacidade, se estes funcionassem a contento.
Há outros questionamentos a serem feitos, como o porquê de os novos trens utilizados no Rio de Janeiro terem que ser trazidos da Ásia, ao invés de fomentar a criação de empregos em nosso pais, ou o porquê de o mesmo partido que se apressou a privatizar o transporte – até hoje mal operado – por trens, metrô e barcas no Rio de Janeiro ter mantido o sistema de forma estatal, e funcionando razoavelmente bem, em São Paulo, mas acima de tudo isso, desejo que o próximo Governo do Estado do Rio de Janeiro priorize um transporte público de qualidade.
Gabeira, vc precisa fazer uma panfletagem em um final de semana no campo de de são Bento em Niterói, tenho certeza que vc vai bombar, lá circulam milhares de pessoas nos finais de semana e vc terá uma bela surpresa…….Fernando….. Niterói
Os intervalos na Linha 1 Seans Pena – Gen.Osório são de 6/7 miunutos em média. E as paradas entre as estações são cada vez mais constantes, o que atrasa cada vez mais a viagem. O correto seria rever esse contrato de licitação, estabelecer metas e a prazos razoáveis. Não se pode fazer uma licitação de 20 anos, entregar uma obra milionária com resultados duvidosos e fechar os olhos.
Caro Gabeira;
Voto em vc desde a primeira vez que concorreu a um cargo público. Portanto, gostaria muito de vê-lo ganhar esta eleição.
Acho que deveria dar mais ênfase ao fato de que, desde que a esposa do Sergio Cabral virou advogada do metrô e, ouvi falar, deram mais 38 anos de concessão para a firma, o metrô está um caos! Aumentaram muito o número de pessoas que têm acesso mas não compraram vagões a tempo. Total descaso, desrespeito pelo trabalhador brasileiro.
Agora estou trabalhando na Barra. Pela primeira vez peguei o ônibus de integração, Barra-Ipanema, às 18hs.
Pensei que estava num daqueles trens para Auschwitz. O ônibus carregou 3x mais do que seria normal/legal. E continuava parando, mesmo com gente já em pé, no primeiro degrau da entrada. Eu sugeri que não parasse mas o trocador disse que ele era obrigado a parar. Um horror.
Tente pegar o metrô no fim do dia, indo para a Linha 2. As pessoas vão amassadas.
Faça uma campanha dizendo que vai respeitar o povo carioca e não tratá-lo como animal de carga. Aposto que vc vai conseguir muitos votos.