O Rio de Janeiro vive um momento de otimismo. A imprensa participa disto. Com o lançamento da animação Rio em 150 países, a imagem da cidade vai ganhar uma nova dimensão.
Jazidas de petróleo no fundo do mar, escolha para sediar as Olimpíadas, sucesso pontual da pacificação nos morros- tudo parece conspirar para que a cidade encontre um lugar de destaque no mundo. O governador Cabral, grande anunciante, o bilionário Eike Batista, grande financiador, são os temas preferidos dos textos laudatórios.

Tudo bem.Acontece que o Rio de Janeiro pode ser sentido como uma fraude publicitária se não houver uma corrida para resolver problemas essenciais. No sábado, tivemos dois dados realmente impressionantes. Depois de uma explosão de um bueiro em Copacabana,( poderia ter matado como se fosse uma bomba), a Light anuncia que existem mais 130 que podem, a qualquer momento, ir pelos ares.
Aliás, isto é uma história antiga, pois os bueiros estão explodindo desde o ano passado. Alguns estão controlados, outros não. Como se não bastassem esses números assustadores, uma simples caminhada cívica contra a dengue encontrou 11 mil focos do mosquito na cidade.
Os aeroportos não vão ser reformados a tempo, ao que tudo indica. Joseph Blatter diz que Copa do Mundo está atrasada. Pelo menos, esses dois temas de sábado precisam ser resolvidos. O último bueiro que explodiu no Rio atingiu um casal nortea-americano e a mulher passou dias em estado grave no hospital. Queimaduras generalizadas.
A pergunta que faço agora: com a entrada do dengue tipo 4 e uma possível epidemia no próximo verão, é o que esperam os especialistas, teremos tempo para controlar o mosquito até 2014?
Concordo com o otimismo do momento mas o perigo da autocomplacência, de acreditar na propaganda, pode custar caro futuro da cidade.



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