Ontem foi um dia duro. Cheguei muito tarde em casa. Foi duro na Serra, onde houve desabamentos. Mas ficou claro também nos aeroportos como estamos longe de uma infraestrutura adequada para o cotidiano.
Para quem saiu de manhã do Rio com a pretensão de voltar à noite de São Paulo, ficou claro que, apesar do temporal, ainda há muitas falhas que são dramatizadas pela chuva.
Cheguei em Congonhas às sete horas. Os voos para o Rio estavam sendo cancelados, em alguns casos. Santos Dumont fechado, diziam e Galeão congestionado.
Nessas noites, já sabemos, eles enchem os aviões e avisam: não há lugar marcado. Isto em si, já estimula um comportamento dos passageiros que querem de todos as maneiras evitar os piores lugares.
Entramos no avião para decolar e o avião ficou parado uma hora e quinze minutos na pista. O Galeão não estava dando vazão, diziam.
Perguntei: se entramos no avião e o os motores foram ligados é porque havia possibilidade de pouso, não?
Senti mais uma vez que o fluxo de informações não era bem controlado nessa crise momentânea, como não foi em outras.
Um programa adequado pode saber quantos aviões há no pátio e quantos haverá na próxima hora.
Mas não havia apenas problema de lotação no pátio. Faltavam fingers, faltavam ônibus e, os boatos em Congonhas, era de que faltavam taxis no Rio.
Nesse momentos é que surge a já célebre frase: imagina na Copa. Esta frase já foi até ironizada pelos marqueteiros da Brahma.
Numa conversa de botequim, tudo parece simples. Mas está ficando claro que os aeroportos não têm muito tempo para solucionar seus problemas até à Copa.
O ideal seria fazer uma análise bem detalhada de como tudo funcionou num dia de temporal e corrigir os erros que ainda possam ser corrigidos, sem grandes obras.
É o que espero enquanto me dou uma parte da manhã de folga. Trabalhar em São Paulo é minha rotina e a de muita gente que mora no Rio.
O difícil as vezes é chegar ao trabalho e voltar para casa



3 Comments
Ainda bem que em Junho, mês da copa, não costuma chover. Graças a Deus.
[…] Fernando Gabeira Esta entrada foi publicada em Esportes, Saúde, Sociais e marcada com a tag confederações, copa, Gabeira, hospital oswaldo cruz, seca. Adicione o link permanente aos seus favoritos. ← Irmão de Genoino é citado por suspeitos de fraude […]
Infelizmente e assim que acontece. Nao so para copa e para milhoes de usuarios. Mas, por falta de investimento em infraestrutura, as empresas nao conseguem crescer mais, e assim tem que comprar outras empresas. Assim, limitando a concorrencia e o mercado de trabalho. Um pais que se diz a 6 economia do mundo e deixa milhares de pessoas desempregadas por pura falta de interesse e vontade politica!! Uma vergonha! Se voces olharem o espaco aereo americano e europeu, eh lotado, absolutamnte lotado de avioes, enquanto o nosso, chega a dar pena… isso pode ser comprovado em tantos websites de radar aereo. Mais uma vez, UMA VERGONHA DE PAIS!