Esboço de um artigo para semana. Lula aconselhou o PC do B a resistir com Orlando Silva. É preciso enfrentar firme a ventania, não se deixar arrastar por ela – teria dito.
O orientais aconselham o contrário. Dobrar-se para que a ventania passe e não nos arraste com sua força.
Os orientais buscam a sabedoria, com essa frase. Lula busca o poder com a sua afirmação. Eu tenho a força, parece dizer como um personagem de histórias infantis.
Há casos, na história, em que figuras históricas enfrentaram a ventania sem se dobrar. Alguns foram vitoriosos. Mas todos tinham algo em comum: uma grande causa .
Qual é a causa do governo ao enfrentar a ventania? É uma causa clandestina: a legimitidade de se usar o aparato do governo para construir a estrutura partidária.
Ela tem validade à boca pequena, entre militantes de partido que, com suas perspectivas revolucionárias, se acham acima do bem ou do mal.
Mas é abertamente antirepublicana e não pode ser defendida à luz do dia. Portanto, o governo está no olha do furação sem uma ideia para defender.
Daí ter caído na simplicidade da pergunta: cadê as provas? Ora não é apenas o recebimento do dinheiro na garagem que está em jogo. São quase 50 milhões de contas não prestadas. Onde estão as provas de que foram gastos com honestidade?
O governo e o PC do B estão devendo provas e, para confundir, pedem provas. Sua decisão de resistir é apenas um gesto de força de Lula que se sente invencível por duas razões: a popularidade interna e o reconhecimento internacional.
Ele parece não compreender que são fatores dinâmicos. Uma pessoa bem informada na oposição ao Irã já não o considera um interlocutor, tantos equívocos cometeu em relação ao pais.
As ventanias no país não são idênticas umas às outras. O sudoeste aqui significa chuva. A ventania trazida pela corrupção nos esportes é de fácil compreensão popular, em tempos de Copa do Mundo. É portanto um vento de tempestades.
Os populistas do passado diziam que as denúncias não pegavam porque seus eleitores acreditavam que eram apenas perseguições políticas.
As condições de hoje permitem informar melhor. Espelhos e miçangas sempre serão distribuídos, mas são mínimas as chances de gritarmos Caramuru.


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