Dilma Rousseff mandou demitir quatro funcionários do Ministério dos Transportes, mas preservou o Ministro Alfredo Nascimento e seu partido, o PR.
Pelo menos, ela fez algo. Mas não fez tudo. Questionar o ministro e seu partido levaria ao questinamento da própria política de alianças
Enquanto os cargos forem distribuidos entre partidos ávidos de fazer caixa, a corrupção sempre vai acontecer.
A limitação do caminho percorrido por Dilma sugere que o Ministro nada sabia da ação de quatro funcionários e que o PR e seus magnatas, como Waldemar Costa Neto, foram supreendidos, na sua ingenuidade, por uma quadrilha que se infilitrou no Ministério.
Corrupção na saúde mata. Mas nos transportes também porque o dinheiro deixa de tapar buracos, consertar estradas, atualizar sinalização.
Não precisa uma poderosa investigação para compreender que este dinheiro desviado é destinado também a campanhas eleitorais.
Quandos vezes não concluimos isso? E quantas vezes afirmamos que a saída é uma reforma política, o que equivale a dizer é que a saída, na verdade, não está no horizonte.
Waldemar Costa Neto é um sobrevivente que explora como ninguém as falhas do sistema. Ele renunciou na época do mensalão. Voltou a se candidatar. Os especialistas diziam que, com o desgaste da renúncia, uma confissão de culpa, não voltaria mais.
Não contavam com sua astúcia. Ele voltou com a sobra de votos de Tiririca. O próprio governo, através da CGU, reconhece que a corrupção no DNA de alguns órgãos do Ministério dos Transportes.
Do jeito que se trata o problema, muito possivelmente surgirá de novo e os partidos vão queimando seus operadores para manter o jogo vivo.



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