Com a neve no Hemisfério Norte e a ameaça de greve no Brasil, o caos aéreo cresceu muito. Aqui no Brasil, já vivemos esta experiência no governo Lula. O crescimento do número de passageiros é constante, resultado do avanço econômico com distribuição de renda. Hoje, quase oito mil voos diários são registrados nos aeroportos brasileiros. O clima de euforia e contentamento se estende a vários setores que antes eram confinados ao transporte rodoviário. Amigos do Nordeste contam que estão conseguindo passagens aéreas quase tão baratas quanto às de ônibus.
Uma crise aérea vai provocar necessariamente uma reflexão sobre o crescimento. A prosperidade turbinou a candidatura de Dilma. Não poderia ser de outra maneira.
Mas agora é tempo de pensar na sustentabilidade do avanço. De que adianta crescer num ritmo que os aeroportos e a infraestrutura não acompanham?
Talvez não dê para se cumprir os prazos da Copa do Mundo, em 2014. Até lá, de qualquer forma, é preciso apresentar também soluções que atenuem o caos. Algo que, segundo alguns especialistas, poderia acabar é esta fila na decolagem. Você entra no avião, as portas se fecham, você cochila, acorda achando que chegou ao destino e constata que o avião nem saiu do chão. Há radares mais modernos para encurtar a espera nas decolagens, fazendo com que os aviões saiam, com segurança, mais próximos uns dos outros.
Outra sugestão para a crise: no computador das empresas há um programa indicando se o avião está no aeroporto de partida, se está movimentando para decolar, se está voando, a que horas, nesse caso, vai aterrisar. Se isto for jogado numa tela aberta aos viajantes, eles poderiam pelo menos se manter informados nos detalhes do vôo com isto cairia um pouco a tensão entre os passageiros.
Voltaremos ao assunto, amanhã, quando pretendo estar no aeroporto observando a greve.



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