Subo esta manhã para Friburgo. Quero ver como está atmosfera na cidade, depois que a Justiça Federal recolheu os documentos da Prefeitura.
Esses documentos, segundo o procurador Jessé Ambrósio dos Santos, se referem ao gasto de R$10 milhões destinadas às obras de reconstrução de Friburgo.
Devo revisitar alguns bairros para ter uma ideia melhor do que foram os seis meses de reconstrução.
Pela televisão, vi que muitas pessoas se manifestaram nas ruas, protestando contra a corrupção com o dinheiro destinado às vitimas do desastre.
Minha suposição é de que a presença do prefeito Dermeval Barboza Neto no cargo é um dos principais temas em debate.
A negativa em entregar à justiça os documentos sobre obras orçadas em R$10 milhões foi um sinal de má fé.
Com os documentos apreendidos, será possível constatar fraudes. Mas sem a presença do prefeito no cargo o clima seria muito mas favorável às investigações.
Os funcionários públicos, em cidades menores, sofrem pressão direta e temem colaborar
Mas a decisão de afastar o prefeito depende de vereadores, que, em muitos casos, dependem do prefeito.
Vamos ver e ouvir e tentar entender porque essa experiência da serra está se mostrndo um pouco diferente da de Santa Catarina.
Lá acompanhei algumas vezes uma comissão de deputados que faziam audiências públicas e discutiam os pasos dados em Brasília. No Rio de Janeiro, não houve a mesma mobilização.
Só depois de descer a Serra, posso avançar nesses temas.
Até mais tarde.



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