Vila Velha- Nas poucas horas em que passei nesta cidade fiquei impressionado com algo que sempre tinha ouvido, mas ainda não tinha visto com tanta clareza: o crescimento do Espírito Santo.
Na ponta que liga Vitória à Vila Velha sentiu uma sensação de que estava entrando num pedaço de São Paulo, tal a concentração de prédios altos.
Vila Velha tem mais de 300 mil habitantes, é mais populosa que Vitória e, juntamente com Serra e Cariacica, compõem a região metropolitana.
Na Praia da Costa, os prédios surgem de todos os lados. Dificilmente o olhar acidental não cruza com edifício em construção

As construções são vistas da janela do hotel.(foto FG)
De onde veio o dinheiro para tudo isso? Os amigos disseram que eram funcionários de empresas de petróleo e mineração, mas deve ser mais do que isso.
Quem desembarca no pequeno aeroporto de Vitória não se dá conta de que houve um boom imibiliário. O aeroporto é pequeno até para os padrões de uma cidade do interior.

O amarelo é a cor dominante nos quiosques da praia.(foto FG)
Decidi acordar bem cedo, antes de minha palestra na Universidade de Vila Velha, para documentar aquilo. A van passaria às 8h30. A primeira pergunta que me fiz ao olhar tanta construção: será que o transito vai suportar esse crescimento>
O professor que me pegou no aeroporto contou que as aulas na Universidade não podem começar pontualmente à noite, pois na hora de rush, é difícil chegar.

Visão parcial dos edifícios da orla.(foto FG)
De manhã mesmo, senti o peso do tráfego para a capital. Longos congestionamentos. Vila Velha está crescendo desordenadamente. Nem o trânsito e muito menos o aeroporto de Vitória estão preparados para esta nova fase.

Um motel nada discreto.(foto FG)
A praia da Costa é tranqüila com seus quiosques amarelos. Percorri os prédios em construção e passei pelo restaurante Caranguejo do Assis, onde comi na noite da chegada.

Mais um prédio embalado para a construção.(foto FG)
Há poucos restaurantes, apenas um hotel e um motel e uma pousada na orla. Decido mostrar o que vi ,pois nas minhas inúmeras idas à Vitória e incursões pelo interior nunca tinha cruzado a ponte para visitar Vila Velha.
Pensei, se não conheço essa explosão imobiliária é possível que muita gente também a ignore. E trouxe esta pequena lembrança.
Apesar de seu crescimento o Espírito Santo vive um pouco na sombra diante dos gigantes do sudeste brasileiro. Há poucos reportagens sobre o que se passa aqui.

A ave é o símbolo da pousada de um só andar.(foto FG)

Pela manhã bem cedo, a praia é quase deserta.(foto FG)
No passado, o Jornal do Brasil tinha um correspondente ativo: Rogéro Medeiros. Mas grande parte de suas matérias de repercussão era sobre madereiros capixabas em ação na Amazônia.
O ideal era percorrer o Brasil sistematicamente, mostrando como as coisas estão mudando. A ideia de um pais em crescimento é muito nítida aqui. Meu tempo era curto. Fico devendo uma abordagem mais longa.
As praias, Vila Velha tem 32 quilômetros de orla, pareceram bastante limpas. Achei estranho que não houvesse sinais de turismo por aqui.
O Espírito Santo parece não ter uma política agressiva no setor. Quando perguntamos pelo hotel na orla, a mulher que nos informaria, perguntou: hotel?. Parecia surpresa com a existência do único hotel.

Uma visão da praia da Costa.(foto FG)
Já o motel todos conhecem porque de fato foi pintado com cores tão forte que é impossível ignorá-lo. Um jornalismo preventivo, do gênero que defendi na palestra, é adequado para mostrar o crescimento de Vila Velha e prever os gargalos.
Alguém se importa com eles? Se um novo aeroporto não saiu ainda, dificilmente uma intervenção urbana de grande porte será planejada para Vila Velha.

Uma das barracas dos salva-vidas.(foto FG)
É preciso outras vezes agora que a cidade entrou no meu radar. Por enquanto, Vila Velha está só crescendo.Vale a pena conhecê-la antes que as coisas compliquem.

A simplicidade de uma praia ainda sem o turismo.(foto FG)


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