Santiago – O tempo abriu um pouco e já anunciam sol para quarta feira. Dediquei a manhã a uma visita àSantiago, tomada em maio pelos estudantes.
É uma ocupação pacífica com novidades que desconhecia. Na porta, oferecem café e biscoito para os passantes e instalaram uma rádio para anunciar seus projetos.
Consegui visitar o interior da Universidade do Chile, onde a ocupação que é feita por 70 alunos, revezando-se nas tarefas internas e externas. O prédio fica a 200 metros do Santiago, palácio do governo chileno.
Voltei à esquina da Grécia com Macul e constatei que está tudo calmo. A policia do Chile sabe que essa calma é provisória. Tanto que decidiu deixar um carro de combate, estacionado diante do Mcdonalds.
Vou me dedicar agora a descrever o que vi para uma reportagem do Estadão. Reservei uma dezena de fotos para o blog vou mostrando devagar .
Mesmo porque há a previsão de ações na Universidade do Chile, no final da tarde. Estarei lá para conferir.
O mais importante que ouvi dos universitários é que, mesmo em universidades públicas, pagam cerca de US$4 mil dólares por ano. Eles acham que o governo investe adequadamente em eduação mas o dinheiro é mal distribuído.
A sensação que se tem aqui é a de que, dificilmente, o diálogo vai encontrar a saída para o impasse.
– Vamos dialogar sem desmobilizar, informam os estudantes.
Uma nova e grande manifestação está sendo organizada para o 8 de setembro, sinal de que se faz pouco fé no diálogo. Os estudantes estão se arriscando a perder o ano letivo. E a própria Concertacion, frente de esquerda, pode se desgastar com greve prolongada e manifestações.
Ainda assim, não se vêem saída no horizonte.




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