Brasília – Um debate sobre economia verde e erradicação da pobreza, promovido pela Abralatas, me trouxe aqui. Dois temas que estão na agenda da Rio+20, que será realizada em 2012.
Olhando para trás, lembro-me que os temas da época eram apenas problemas: desmatamento nas florestas tropicais, camada de ozónio, aquecimento e desertificação
Nesses 20 anos, a crise ambiental já marcou a economia de várias maneiras. No pós Kioto, alguns paises rearticularam seus projetos econômicos e a realidade de uma economia verde é uma indicação de que cada vez mais influenciará a economia em geral.
Nosso tema foi, entre outros, a reciclagem. O Brasil recicla latas de alumínio muito bem, chegando a 98 por cento de reaproveitamento.
Também as garrafas pet chegaram aos 60 por cento.
Cerca de 800 mil catadores trabalham no país e esse número pode crescer.
Não será preciso tanta proteção do governo. Basta admitir que atual forma de taxar os reciclados é um obstáculo ao crescimento maior ainda de uma indústria essencial para a erradicação da pobreza. Não será difícil encontrar uma proposta que atenda à indústria e aos catadores.
Para não alongar: o artista Osni Branco apresentou uma série de peixes brasileiros feitos com restos de lata de alumínio. Tucunarés, piranhas, trairas dão a dimensão do potencial estético do material.




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