No momento em que o cenário cultural brasileiro parece conturbado, uma pausa para as artes: hoje é dia dos 30 anos da morte de Bob Marley, o cantor jamaicano que atravessou continentes e gerações com seu talento.
Olhando para trás, muitas dos sonhos do menino de Kingston foram alcançados, como a continuidade do gênero musical que ajudou a difundir no mundo: o reggae.
Há coisas, entretanto, tão fora de foco que não podiam mesmo dar certo. A religião rastafari, que ele professsava, considerou Hailé Selassié, o imperador da Etiópia, como um salvador e seu país como a terra prometida.
Muitos rastas jamaicanos foram para lá e hoje vivem na periferia de Adis Adeba, capital da Etiópia, na maior pobreza e sofrendo alguma hostilidade dos nativos.
Esta utopia rasta foi inventada por Marcus Garvey (1880-1940) preso nos Estados Unidos que dizia sempre: olhem para África, de lá virá um salvador.
A influência da música jamaicana no Maranhão e na Bahia é uma realidade que podemos constatar até hoje. Ela deu aos negros uma esperança de luta e um orgulho especial.
Escrevi um longo artigo biográfico sobre Marley, publicado pela Playboy, e vou disponibizá-lo em breve. Acontece que nesse momento começou um incêndio no prédio vizinho e vou lá ver o que está se passando.



4 Comments
Fumaça no prédio vizinho?
Talvez seja alguém homenageando o “tio” Bob! 🙂
Fico aguardando curioso pela bio!
PAZ! Michel
Olá, Gabeira. Muito bem colocados esses pontos da vida de Bob Marley. Temos realmente que comemorar as coisas boas: a música, por exemplo é uma delas. Ele escreveu letras incríveis, além do ritmo que ficou conhecido muldialmente.
Espero que não tenha sido nada grave esse incêndio aí.
Um grande abraço.
Gabeira, o reggae é um ritmo que na maioria das suas letras fala de desigualdade social, de liberdade, coisa que os negros da Bahia todavia buscam…
Bjs.
Como disse o amigo Michel, derepente é uma homenagem ao mestre Bob, e comemoração da Marcha que foi um sucesso… SAHUHHUUUS, mas enfim…
Bob Marley representou e ainda representa muito não só para os Rastas ou para quem curte um bom reggae raiz…
Ele atravessou fronteiras, assim como você disse !
Que Deus nos proteja, VIVA BOB !