Hoje é dia internacional da mulher. Há o que comemorar no Brasil democrático. Lembro-me da primeira grande manifestação no Rio, em 1986: Fala Mulher.
Duas mil mulheres foram ao centro falar de suas lutas e esperanças. De lá para cá, criou-se uma secretaria especial para a condição feminina e aprovaram-se leis importantes, como a Maria da Penha. Uma presidente foi eleita por voto popular e os partidos são obrigados a ter 20 por cento de candidatas mulheres.
Na minha intervenção de hoje na tevê, afirmei que nem todas as mulheres se integraram ao movimento feminista. A maioria delas sentiu seu avanço como uma conquista pessoal.
E há muito de vitória pessoal no espaço ocupado hoje pelas mulheres brasileiras que, segundo uma pesquisa, são as mais otimistas do mundo.
Minha própria apreensão da questão feminina mudou muito depois que me tornei pai de duas meninas.
Apesar da desgraça de muitas, como é o caso das sírias expulsas de suas casas pela guerra civil, vamos celebrar a data compreendendo que a luta não acabou e nem todos os problemas foram resolvidos.
Parabéns .



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