“Sou cientista há 30 anos e nunca vi tantos acontecimentos climáticos extremos como em 2011”.
Quem diz isso ao New York Times, é o cientista Jefrrey Masters, editor do site Weather Underground. Ele falava principalmente dos Estados Unidos.
Mas o ano começou com uma tragédia em 11 de janeiro na serra fluminense, passou pelo tsunami no Japão, as grandes cheias na Tailândia e, agora, no Natal temporais com 1500 mortos nas Filipinas. O caso japonês além da gravidade do tsnunami houve, em consequência dele, a crise no nuclear com os problemas na usina de Fukushima.
Apesar dessa incidência de fatos extremos, nos Estados Unidos existe uma oposição ao avanço nas pesquisas.
Uma tentativa de reformulação do NOAA, que administra oceanos e atmosfera foi rejeitada pelos republicanos. Não era dispendiosa. Mas acharam, ao recusar, que Obama usaria as pesquisas para fazer propaganda do aquecimento global.
O Brasil deu um primeiro passo, criando um centro de monitoramento e alerta de desastres naturais, Cemaden. Funcionará, inicialmente, no INPE e já abriu a contratação de 75 ténicos.
Há uma esperança de que funcione plenamente em 2013. Mas existem fatores que não avançaram, como por exemplo, a proteção das encostas na serra fluminense, ou a precariedade das habitações em Angra, para mencionar dois lugares atingidos em 2011.
A defesa civil que se estruturou melhor em Santa Catarina, depois de grandes inundações, não seguiu o mesmo caminho no Rio, onde bombeiros e governo estadual entraram em rota de colisão e estão nela, até hoje.
Na Venezuela, as chuvas foram devastadoras em dezembro de 2010. Por causa da emergência, este ano, o presidente Hugo Chavez cancelou várias viagens ao exterior.
Desde 2008, discute-se na ONU a situação dos refugiados ambientais que estariam em torno de 28 milhões. Possívelmente, o tema deve voltar ao debate na Conferência do Rio, em 2012 .
Ele deve entrar não no capítulo do clima mas no da economia verde e erradicação da miséria.
Resta desejar que 2012 seja mais tranquilo, mas a intensidade da tempestade tropical nas Filipinas mostra que, para a natureza , mudanças no calendário não trazem grandes alterações.



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