Polícia Federal e Ministério Público decidiram investigar Ricardo Teixeira. Ele é acusado de receber imensas somas do exterior. A acusação concreta no Brasil refere-se a uma entrada de US$600 mil, enviados por um empresa chamada Sanud.
Nas reportagens da BBC, as denúncias de suborno contra o dirigente da CBF envolvem US$9,5 milhões.
É um embaraço para o Brasil, embora as investigações tenham prazo de 90 dias. A Copa já começou, nas manchetes esportivas da América do Sul, só fala em Brasil-2014.
Teixeira é o presidente do Comitê da Copa. É uma ilusão supor que o tema vá desaparecer no calor da competição. Os ingleses estão prontos para denunciá-lo e a investigação brasileira coincide com uma investigação suiça, com dados semelhantes contra o dirigente da CBF.
Sempre se pode dizer que investigado não é culpado; que o país não tem nada a ver com os problemas da FIFA e da CBF.
No momento em que o Brasil se prepara para investir bilhões em obras da Copa e que os parceiros são a FIFA e a CBF, os mais preocupados devem ser os próprios brasileiros.
Mas só a paixão pelo futebol pode subestimar esta realidade: a Copa será analisada, mundialmente, nas suas diferentes dimensões.
Se o homem da Comissão da Copa está sendo investigado pela polícia, é um tema diplomático e deveria ser tratado como tal. Dificilmente, sairá ileso das investigações.
A primeira festa da Copa, sorteio das chaves na Marinha da Glória, já revelou dados impressionantes, como o aluguel de cadeiras a R$204 cada uma. Trinta milhões em dinheiro público foram investidos na cerimônia.
Não se trata de pessimismo, muito menos torcida para que não dê certo. O conjunto de erros repetidos e não denunciados, esse sim, acabará fazendo com que a Copa fracasse.



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