Morreu Steve Jobs e o mundo deve falar muito disso. Biografias, depoimentos, lembranças.
Steve Jobs é muito importante no meu cotidiano. Trabalho com instrumentos concebidos por ele.
Mesmo depois de morto, será um homem poderoso. Robert Dahl, em 1950, definiu o poder como a habilidade de levar a pessoa a fazer algo que não era sua preferência ou estratégia.
No século passado, as inovações técnicas pareciam surgir de nossas necessidades. Hoje, nossas necessidades parecem surgir das inovações.
Seu poder entretanto, se consideramos o livro de Leander Kahney, A Cabeça de Steve Jobs, era voltado para dar poder aos outros, colocar a tecnologia ao alcance das mentes mais simples.
Em meu caso, o artefato de Jobs, articulado com outras inovações, como a capacidade das câmeras fotográficas captarem vídeo, ampliou em muito o potencial produtivo.
O sucesso de Apple não se deve apenas às funções do Macintosh mas também à inteligência na propaganda e marketing.
Leander Khaney mostra como Steve Jobs, no campo da promoção, investiu no estilo de vida e contratou as mais criativas agências dos Estados Unidos.
O primeiro anúncio, foi tão discutido nos EUA que se tornou mais importante do que o grande evento esportivo do dia.
Porque 1984 não será 1984. A ideia nasceu dessa frase. Ela é uma referencia ao livro de Orwell, 1984.
A agência Chat Day contratou o diretor Ridley Scott, do filme Blade Runner, para dirigir o anúncio. Com um elenco de skin-heads ingleses, Scott criou uma atmosfera sombria na qual a monótona e estridente propaganda do Grande Irmão induz as massas à obediência.
De repente, entra correndo uma bonita mulher, vestida com a camiseta da Macinstosh, e arrebenta a tela lançando a marreta contra ela.
O adversário comercial era a IBM. Mas o alvo eram as pessoas que querem pensar com liberdade .
Mais tarde, em Pense Diferente, a nova campanha a Apple, a ideia ficou mais clara e é reforçada na frase final do anúncio:
“As pessoas que são loucas o bastante para pensar que podem mudar o mundo são aquelas que mudam o mundo”.
Quarenta fotografias em preto e branco são apresentadas no anuncio, entre elas as de Picasso , Martin Luther King e Ted Turner, dono da CNN.
Em out-doors, revistas e na própria televisão, a Apple divulgou anúncios celebrando “os desajustados, os rebeldes e malucos.”
Jobs tinha uma certa nostalgia dos anos 60. Mesmo tendo a vivido como garoto, frequentemente mencionava o clima da época. Este apelo foi sido importante para uma faixa de jovens consumidores mais intelectualizados.
No Brasil, o êxito não dependeu tanto do que diziam nos anúncios. O que favoreceu o Macintosh, além de sua excelência para no trabalho com imagens, foi o design.
Inspirado por Jobs, é tudo simples, limpo e bem cuidado nos detalhes. Até os botões são desenhado com rigor.
Há uma preocupação com o estilo limpo e simples mesmo nos vídeos da da Apple. Nele, os diretores sempre enviam suas mensagens, diante de um fundo branco.
Steve Jobs planejava cuidadosamente a embalagem de seus produtos. Considerava importante o momento em que usuário abre a caixa pela primeira vez.
Uma de suas frases: quero deixar minha marquinha no universo.
Isto é difícil garantir pois o universo tem uma longa vida e, ultimamente, deu para expandir. Pelo menos é o que se afirma agora.
Mas a marca no cotidiano de milhares de pessoas no mundo, que trabalham com suas elegantes máquinas, esta vai durar muito.



Comment
Boa noite Gabeira,
Com todo o respeito à sua trajetória política brilhante,
Humildemente manifesto minha preferência pelo Gabeira Jornalista,
Escritor então, sem defeito, todos estão comigo.
Todavia, blogueiro, vou te contar, está se revelando o melhor de todo!
Cordiais abraços.