O mundo vive um dia de protestos: pelo menos 951 cidades atenderam ao apelo em 81 países e marcham em busca de saídas para a crise econômica.
As manifestações na Ásia começarm de madrugada. Em Frankfurt, cerca de mil pessoas marcharam contra a sede do Banco Central Europeu, denunciando a aliança entre a política e o sistema financeiro.
Interessante observar como mil pessoas têm poder de protesto. Não no Brasil, país em que 30 mil pessoas sairam às ruas e muitos jornalistas sugeriram um fracasso.
O M-15 da Espanha, que se se manteve de pé durante todo o período pós eleições, vai realizar atos em 60 cidades do país.
Confirma um pouco minha tese: uma vez sobrevivendo, mesmo em tempos de refluxo, o movimento acaba ganhando um novo alento quando as pessoas sentem, de novo, a vontade de protestar.
Duas lições para o Brasil: não acreditar nos jornalistas que se baseam apenas em números para aferir o êxito de um movimento; manter um núcleo funcionando, mesmo em período de calmaria, pois na hora H, pode se precisar dele.
Nem toda a rejeição dos jornalistas ao movimento contra a corrupção nasce de uma cumplicidade com o PT e seus aliados. Muitos, simplesmente ,temem o imprevisível. Ou não entendem como pode dar certo algo que não tenha liderança e estrategia.
O M-15 na Espanha teve um momento de crescimento, durante as eleições municipais, viveu um refluxo, depois delas; agora, volta à cena, testando sua força.
São dois temas diferentes. No Brasil se ataca a corrupção; no mundo, impulsionadas pela crise econômica, milhares de pessoas denunciam a associação entre governos e grandes bancos.
De um modo geral, movimentos desse tipo, têm uma mesma dinâmica. Não sabemos até onde irão. Mas, potencialmente, podem provocar e grandes mudanças nas regras de controle do capital financeiro, caso mundial, ou mesmo uma reforma na vida política, caso brasileiro.
Importante não fechar os olhos para o protesto em 81 países. Podem ser favoráveis aos que esperam mudanças no Brasil.



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