O assassinato do líder comunitário conhecido como Feijão, na Rocinha, mostra que, apesar da presença da policia, nem tudo pode ser controlado no morro.
O mesmo acontece no Complexo do Alemão. Todos conhecemos o argumento de que, com a instalação das UPPS, as quadrilhas migraram para a região metropolitana e cidades de porte médio.
Mas isso é apenas parcialmente verdadeiro. Muitos não saíram dos morros. A ocupação se dá em algumas ruas e as atividades dos grupos prosseguem em vielas que, às vezes, não são bem conhecidas pelos ocupantes.
Os bandidos foram se dispersando em círculos concêntricos como a água atingida por uma pedra. Os círculos mais próximos do centro são as vielas e becos.
Mais soldados? Sempre é possível acenar com esta possibilidade. Mas pode-se também mudar um pouco o eixo do argumento, mostrando que a ocupação militar sozinha não resolve.
Mesmo o Exército chinês com tanta gente não conseguiria dominar um território palmo a palmo. O buraco é mais embaixo. Sem negar a importâncias das UPPs, é preciso pensar na questão da segurança como algo mais complexo, que não depende apenas da presença maciça de soldados.


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