O Rio ganhou um plano estratégico para 2013-2016. Isso é bom, mesmo para quem tenha críticas ao plano. É um documento que serve de referência para discussão.
O problema dos planos é sempre a realidade. O Rio depende também do país e do mundo. Além disso, a cidade está envolvida em empreendimentos tão ambiciosos que as vezes só se concretizam na propaganda.
Quando falo com engenheiros, sobre a derrubada do Viaduto da Perimetral ressaltam uma série de problemas técnicos que podem tornar o projeto mais complicado do que pode parecer.
Ao ver o Túnel da Grota Funda quase concluido, constato também que não andou no mesmo ritmo um trabalho de preparação de Guaratiba, para o novo momento que a região deve viver.
Dá uma certa insegurança saber que parte das obras do Rio, assim como as do estado, foram contratadas com a Delta uma empresa que deve entrar em parafuso nos próximos meses.
Pelo que li do plano, elaborado durante meses e discutido por um conselho de cidadãos, nele se destacam metas mais gerais como a redução da mortalidade infantil, ampliação da coleta de lixo.
Com o tempo, precisamos de conversar também sobre metas que podemos testar no nosso cotidiano. São Paulo acaba de ganhar um prêmio por reduzir, no seu sistema de saúde, o tempo de socorro em emergência para 30 minutos. É um trabalho conjunto com o governo federal.
Ajudada pela IBM, o Rio está no caminho de ser uma cidade inteligente. O tempo de resposta às reclamações do individuo precisam ser fixados e anunciados.
Brevemente, o Rio, como qualquer outra cidade, tem de estar preparada para a transparência. Agora é lei nacional informar às pessoas sobre os atos e documentos do governo.
Isso pode constar de um plano. Mas já foi está previsto no orçamento? Esse é outro problema dos planos. A cabeça anda mais rápida que as pernas.
Porisso, de preferência, os planos são julgados no final de sua execução. A atual conjuntura econômica é favorável, os grandes eventos devem dinamizar o turismo, as chances são boas. Mas a torcida não costuma perdoar quando se perde um pênalti.
Grandes eventos são pretexto para desalojar muita gente de forma autoritária, grandes obras são uma tentação para financiar caras campanhas eleitorais.
São dois fatores que precisam frequentar os planos estratégicos: o respeito aos direitos dos mais fracos e uma dimensão ética. Em tempos de Cachoeira e Delta, a credibilidade da política está próxima de zero.



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