O Flamengo, todos sabemos, tem um time de futebol, um de basquete e uma equipe de ginástica olímpica, para ficar apenas em algumas modalidades de esporte. Mas o Flamengo tem também um time de gatos que vive nas dependências do clube e têm resistido, através de várias gerações, ao movimento de alguns para expulsá-los.
Não são agressivos mas também não são carinhosos. Estão na deles. Na verdade, estão no meio do caminho entre os gatos de rua e de casa. Convivem com centenas de pessoas e não podem se distrair, pois nem todos gostam deles.
De um modo geral, só saem da toca para comer, pois há duas pessoas que se encarregam disso. São vacinados. Gostam de dormir nas mesas rubronegras da Boca Maldita, lugar onde se reunem aos domingos os velhos sócios do clube.
Fiquem com eles, enquanto faço uma viagem pelo interior da Amazônia e saio de lá como uma reportagem.
No meio do caminho, vou apresentando no blog, dentro daquele espírito do making-off de uma reportagem de jornal. A última foto da sequência é da gata de casa, Pequena, que dorme ao lado do computador e às vezes reage ao texto do autor de uma forma pouco animadora.



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Os gatos do Campo de Santana também são assim, talvez um pouco mais agressivos e menos cuidados, mas são muitos e vivem por ali, desde a época do império.