Há duas maneiras rápidas de se chegar a Fernando de Noronha: pela Trip ou pela Gol. Os voos partem de duas cidades: Natal e Recife. Ao chegar ao arquipélago há dois tipos de atração: a terra e o mar.
A partir daí, esqueça o dualismo: as possibilidades se multiplicam. Ainda no avião, a visão do arquipélago, com suas 17 praias, revela que Noronha está no meio do Oceano Atlântico.
Todo mundo leu sobre isso. Mas a visão em baixa altitude torna a ideia mais concreta. Em terra, o sopro dos ventos alísios, o silêncio entrecortado pelo choque das ondas nas pedras reforçam a certeza de que estamos numa estreita faixa do oceano: 10 quilômetros de extensão por 3,5 de largura.
Uma estrada federal corta a ilha: a Transnoronha. Fora dela, não há salvação, exceto se alugamos um bugre, o estilo de táxi mais comum em Noronha.
Com ruas secundárias dominadas por grandes crateras, alguns se lembram da chegada ao aeroporto. Por cada dia, o governo de Pernambuco cobra uma taxa de R$ 43,20 ao turista. Para onde vai o dinheiro?
Quando se está pisando no topo de uma grande montanha submarina, no cone de um vulcão que deu origem a Noronha, a dimensão de tempo se altera. O arquipélago deveria estar fazendo aniversário de 12 milhões de anos. Foi mais ou menos por aí que os magmas vulcânicos, através de explosões, romperam a superfície da terra, a 4 mil metros de profundidade, e criaram essa novidade no oceano.
Em muitos momentos, o turista vai se encontrar com a história vulcânica nas rochas e falésias de Noronha. Por exemplo, nos pequenos buracos na pedra, por onde deve ter saído a fumaça das explosões. Mas o que certamente vai seduzi-lo será as praias de areias brancas, o mar e história humana de Noronha.
O arquipélago vive um ponto de mutação. Noronha, que já foi usado como presídio, ocupado pelos militares, se tornou um Parque Nacional Marinho que domina 70% de sua área. Após algum tempo nas mãos do Ibama, o Parque passará a ser explorado por uma empresa, a Eco Noronha, que já administra o Parque Nacional do Iguaçu.
A fase atual é a da dominação da ilha pela indústria do turismo. Isso a torna mais cara, mas aumenta as possibilidade de explorá-la.
Matéria produzida para o caderno Viagem do Estadão em 10/01/2012.
Conheça os múltiplos encantos de Fernando de Noronha.




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