A correria me afastou um pouco do site. Hoje, em Porto Velho, Rondônia, percebi que era preciso voltar.
Mesmo o artigo sobre a Rocinha que publiquei segunda no Metro ainda não disponibilizei aqui, o que farei em seguida.
Porto Velho para mim é muito o Madeira, rio que passa pela cidade. Visitei os vestígios da Madeira Mamoré e passei pelo museu que lembra a grande estrada ferroviária que ligava Porto Velho e Guajará Mirim.
Consegui chegar às instalações de usina de Santo Antônio, hoje o grande tema do Madeira, ao lado da usina de Jirau.
Não foi possível chegar pelo rio Madeira porque os canoeiros não estavam dispostos a esta viagem.
Cheguei por terra, nas proximidades de Porto Velho, e vi como é gigantesca a intervenção no Rio Madeira.
Meu acompanhante mostrou os vestígios de uma cachoeira sepultada pelas grandes pedras e a terra da barragem.
Soube que em alguns povoados há problemas com o barranco se despregando.
Uma tarde é muito pouco. Preciso voltar para ver de perto tudo isso. O interessante é que nos perdemos no caminho e caímos num trecho da Madeira-Mamoré hoje habitado por famílias que passam as tardes com cadeiras sobre os velhos trilhos, como se estivessem numa calçada.
Talvez valesse a pena também percorrer o que sobrou da Madeira-Mamoré. Lembro-me de um casarão na beira do rio que, no passado, tentei influenciar os políticos de Rondônia para transformá-la num centro cultural.
Alguns hotéis baratos e bares lembram a estrada no seu titulo. Voltaremos ao Madeira, quando possível.
No inicio de minha atividade jornalística, depois do exílio, cheguei a exibir fotos extraordinárias que os mergulhadores conseguiriam. Eram de corpos de profissionais que mergulharam em busca de ouro e ficaram no fundo, durante muitos anos.
A foto foi publicada na Folha e teve um grande impacto na época.








2 Comments
Boa noite Fernando Gabeira.
Fiquei muito entereçado hoje quando você falou.
Que O banco mundial financiaria um projeto de arborização.
Bom eu tenho muita vontade de participar de um projeto deste tipo, tenho visto muito desmatamento em Porto velho.
Bom não tem nem uma área em meu nome para arborizar não sabe como começar e nem como me cadastrar no banco mundial.
Sei que você anda muito ocupado vou entender se não puder me responder.
Não sabia por onde comissar sem um capital adequado, se tem um meio vou procurar saber mais sobre este assunto
Só mais uuma pergunta eu como pessoa fisica consseguiria juntado como associação do meu bairro apresentar um projeto para o banco. pode me explicar como funcionaria por favor muito obrigado.
O Banco Mundial financia projetos de governos apenas, creio eu. É preciso que os projetos sejam de responsabilidade da Prefeitura e que ela se comprometa também a investir numa contrapartida. O Banco nunca empresta todo o dinheiro.
abs
Fgabeira