Dois operarios de 21 anos foram encontrados mortos na usina nuclear de Fukushima. Estavam desaparecidos desde 11 de março, dia da primeira grande explosão no complexo. A empresa Tóquio Eletricidade disse que manteve a notícia em sigilo durante uma semana, em respeito às famílias.
Lendo uma reportagem sobre o povo da pequena cidade de Futaba, ocorreu-me como é mais complexo do que pensava um plano de fuga. Futaba até que gostaria de ter uma usina nuclear, como Fukushima. Isto traria mais empregos e crescimento econômico.
Alguns dos articuladores da campanha estão agora num abrigo, que foi dividido e numerado para que todas as famílias pudessem se instalar. Ficaram num ginásio onde a biblioteca abrigou 70 pessoas. Eles acreditavam profundamente na segurança da usina.
Sempre que falamos nos planos de fuga de Angra, falamos apenas em fugir com segurança. A população de Futama, 6.900 pessoas, na maioria disciplinada e operosa, já tinha pelo menos para onde ir. Angra dos Reis tem 170 mil habitantes.
Claro que uma parte da imprensa continua afirmando que é impossível um desastre em Angra porque nossas usinas são mais seguras. O Brasil não deixa nem a Agência Internacional de Energia Atômica visitar todas as suas intalações nucleares, argumentando que os fiscais vão passar a nossa tecnologia para os países mais ricos. No nosso imaginário, temos a usina mais segura do mundo e uma tencologia tão avançada que pode ser roubada por fiscais da AIEA, gente como Hans Blix ou Mohamed ElBaradei.
Apesar do Brasil ter a usina mais segura possível e desenvolver uma tecnologia nuclear que os paises ambicionam copiar, seria interessante sempre voltar ao plano de fuga. Não vamos discutir orgulho nacional e todas essas coisas. Vamos apenas admitir que uma vez admitindo um plano de fuga, precisamos precisar a outra etapa: onde colocaremos tanta gente?



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