Hoje é dia de Friburgo no roteiro de trabalho. Espero visitar também uma ponte que o exército está construindo em Bom Jardim. Existe um balanço de perda nas empresas, feito pela Firjan, Federação de Indústrias. Os dados iniciais da pesquisa indicam que 62,2% das empresas consultadas, 278 ao todo, tiveram prejuizo que somado chega a $153,4 milhões. Na agricultura, de 17 mil produtores, cerca de 3200 foram afetados, quase 20 por cento do total.
Mas o que afetou e ainda afeta a região é o colapso de parte da infraestrutura. Cerca de 80 pontes deverão ser reconstruídas ou reparadas. Falta acesso para que a empresa de energia recupere o fornecimento.
Os jornais andam um pouco contraditórios. Anunciou-se que o governo quer um plano de reconstrução em Friburgo, até depois de amanhã. Algo que considero impossível. Hoje, a indicação é de que não se trabalha um plano de reconstrução: as cidades terão novos planos diretores. Tenho falado com arquitetos e engenheiros e alguns acham que não basta construir novas casas, mas terão de erguidos novos bairros. Os escritórios de planejamento ainda nem começaram a trabalhar.
Enfim, hoje vamos passar em revista esses problemas. Leitores reclamam que tenho falado muito do Rio, esquecendo Santa Catarina. Viajei por Santa Catarina, depois de tragédia, exatamente numa comissão destinada a cobrar a ajuda do governo. Por acaso, estava em Florianópolis, quando passou o furacão. Também acompanhei aquele desastre bem de perto. A diferença está no fato de morar numa área acidentada: você conhece melhor os códigos e estabelece mais conexões ao descrevê-lo.




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