Como é pequeno esse mundo. Quando li sobre o leilão do Hotel Nacional,, achei a coisa um pouco estranha.
O hotel foi comprado por um empresário de Goiás, chamado Marcelo Limírio, do ramo farmacêutico. Como tudo se interpenetra na vida política de um estado, julguei que estava ali uma pegada do Carlos Cachoeira na política do Rio.
Era só uma suposição que guardei para mim e compartilhei apenas com o chefe da nossa redação na Band. Ela podia ser infundada. Mas a coincidência estava me intrigando. Cachoeira tem empresa farmacêutica, Marcelo também, ambos estão em Goiás.
Em função de uma denúncia no JB, foi divulgado agora que Cachoeira e Marcelo Limirio são sócios na empresa ICF que fornece testes para laboratórios. Além disso, Marcelo Limírio seria sócio de Demóstenes Torres numa faculdade em Contagem. É o que está divulgado hoje no blog do deputado federal Garotinho.
O grupo atuou na compra do Hotel Nacional. O preço final foi reduzido em R$33 milhões e Limirio acabou pagando apenas R$84,9 milhões.
Para tornar o negócio mais atraente, o prefeito Eduardo Paes baixou um decreto permitindo que o comprador do Nacional construísse ali mais uma torre com dez andares. Essa torre consta do projeto inicial de Oscar Niemeyer. O projeto é de 1972 e conta também com jardins de Burle Marx.
O Hotel Nacional foi comprado para voltar a funcionar, numa cidade carente de vagas para turistas. Até agora, não aconteceu nada.
A suspeita que tinha no início se confirmou: há ligações entre Limirio e Cachoeira que, progressivamente, iam botando o pé no Rio de Janeiro.
Deputados estaduais e federais e os vereadores não se interessaram muito pelo negócio. Mas ele foi muito favorável ao comprador que, por sua vez, é sócio de Cachoeira e Demóstenes.
Será que alguém vai investigar um pouco mais esse episódio? Não sei. O Rio precisa de leitos dizem os técnicos em turismo. Com tanta gente dormindo, é claro que iria acabar faltando leitos. Vamos acordar nossos representantes e divulgar o que sabemos. É o primeiro passo.



3 Comments
Faltam leitos para turistas nao para a população que parece estar adormecida e nao quer acordar para exigir apurações.
De grão em grão…
Este hotel já nasceu morto….serviu como hotel muito pouco tempo depois de inaugurado…o projeto não serve para hotel e é dificil achar alguma utilidade para ele….é um mico… só Cachoeira mesmo pra comprar… quem sabe não queria fazer um cassino?????