A Rússia voltou a ter uma vida política intensa. Apesar de distante, ela merece observação cotidiana.
Não acredito que a primavera política tenha chegado, como afirmou um senador americano no seu twitter.
Mas houve uma grande mexida. O New York Times chama a atenção para os manifestantes de sábado. Eles pertencem à mesma classe média que Putin ajudou a desenvolver na Rússia, nos últimos 12 anos.
Novas necessidades surgiram e o silêncio se rompeu. Os militantes do Partido Comunista, por seu lado, intensificam as denúncias de fraudes na eleições.
Mas o que parece contestar a já esperada candidatura de Putin são novos nomes. Um deles, Alexander Kudrin, ex-Ministro das Finanças, pensa em ser candidato com uma plataforma liberal.
O outro desafiante, Mikhail D. Prokhorov, é um bilionário que tem a franquia de uma equipe de basquete nos EUA.
Para onde vai pender a oposição nascente na Rússia? Até que ponto sera possível enfrentar a máquina do estado?
O que mais me impressionou foi ver no pais do Sputnik eleições à moda antiga, tão vulneráveis à fraude.
A Rússia entrou no mapa do mundo em movimento. Isto apesar dos planos de Putin que elegeu um presidente, Dmitri Medvedev, com o objetivo de esquentar o lugar para sua volta. É preciso sempre combinar com os russos, como dizia Garrincha.



2 Comments
Se lembro-me bem, o último cara que resolveu peitar o Putin, está amargando até hoje sob 7 palmos de terra úmida.
Há também aquele outro bilionário que queria formalizar a candidatura, foi acusado de fraudes financeiras, julgado, preso e enviado para a Sibéria. Ah, e ficou pobre, tudo foi confiscado.
É preciso que o mundo não feche os olhos para a Rússia, como tem feito nos últimos anos, até as próximas eleições. Caso contrário, esse tal Prokhorov vai acabar na Sibéria da mesma forma…