Dilma Roussef e outros líderes do grupo chamado BRICS (Brasil, Rússia, India, China e África do Sul) estão sendo forçados a refletir sobre o que não queriam: direitos humanos.
Mais precisamente, direitos humanos negados pela China ao povo do Tibete. A autoimolação pelo fogo do monge Jamphel Yeshi, em Nova Deli, foi apenas uma das muitas que aconteceram nos últimos meses.
O tema é o de sempre: protestar contra a presença chinesa e a opressão da cultura tibetana.
A polícia da Índia está sendo dura com os asilados tibetanos que tentam protestar contra a presença da China na conferência em Deli. Os principais bairros onde moram foram ocupados e qualquer reunião de mais de três pessoas precisa ser dissolvida nas ruas, caso contrario elas são levadas para a delegacia.
Nos cadernos do monge que se imolou, havia uma mensagem bem simples: o fato do povo tibetano, em pleno século XXI, ainda estar se imolando pelo fogo é uma tentativa de mostrar como os direitos humanos não são respeitados e como há sofrimento por causa disso.
Será que Dilma perceberá o drama do Tibete? Ou deixará que seja ofuscado pela montanha de dólares que os chineses lançam mão para comprar soja e minérios no Brasil?
A maior probabilidade portanto é a do silêncio. Mas os tibetanos conseguiram seu objetivo: o drama de um país invadido ganhou de novo as páginas dos grandes jornais.



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