A escolha do novo Ministro do Turismo seria uma excelente chance para levar um pouco mais a sério a Copa do Mundo e Olimpíadas. Não tem sentido um investimento bilionário sem que se tire proveito do potencial turístico do Brasil.
Mas as notícias não caminham nessa direção. O que elas dizem é o seguinte: o cargo pertence a bancada do PMDB na Câmara, embora seja cobiçado também por Sarney.
As bancadas, de um modo geral, têm uma fila de pretendentes. É assim que se ocupam os cargos de presidente de Comissão. Nem sempre o primeiro da fila conhece o tema que vai abordar.
Se o critério de substituição for apenas apontar o do primeiro da fila na Câmara, ou mesmo no Senado, o Turismo continuará sendo dirigido por gente que não é familiarizada com o setor e vai levar um tempo longo para entendê-lo.
Se houvesse sensibilidade para o momento que o Brasil vive, o da preparação de grandes eventos, e também para a importância da indústria do turismo, a escolha deveria ser muito criteriosa. É um cargo decisivo, mas, infelizmente, como tantos outros tende a ser ocupado por critérios políticos.
Critérios políticos oriundos do fisiologismo. Não deixa de ser um critério político, valorizar o investimento na Copa, escolhendo alguém que realmente contribua com o setor e projete o crescimento do turismo no Brasil, expandindo-o também para o interior, conforme prevê o Plano Nacional de Turismo. É uma outra politica
Não tem sentido criticar uma decisão ainda não tomada. Critico, no momento, apenas o método de se chegar a ela. Não está à altura do momento e das necessidades nacionais.



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