A idéia de construir um distrito industrial no Rio vem dos tempos em que Carlos Lacerda e Negrão de Lima governavam o Rio, isto é, em seguida à mudança da capital para Brasília. Achávamos naquela época que o modelo de desenvolvimento era São Paulo e que não havia outra maneira de crescer, exceto criando indústrias.
Hoje, compreendemos que setores não-industriais, sobretudo a produção de conhecimentos e serviços, significam uma alternativa mais viável: o Rio tem condições de se tornar a metrópole pós-industrial da America Latina.
A CSA em Santa Cruz é o resultado temporão do projeto dos anos 60. Aumenta em quase dez vezes o nível de emissões do Rio de Janeiro e, agora, tem despejado fuligem na casa dos moradores de Santa Cruz.
Futuro Secretário do Meio Ambiente, ao mesmo tempo em que promete punições, Carlos Minc acena com a mudança de algumas famílias vizinhas à siderúrgica. Será mais um anacronismo. Como a indústria não se adapta às residências, mudam-se as residências.
Por essas razões e outras, o PV brasileiro entregou a Daniel Cohn-Bendit, coordenador da bancada verde no Parlamento Europeu, um documento pedindo pressão contra a CSA na Europa, sobretudo na Alemanha. Quando o desgaste acontece também no país de origem, as empresas costumam ser mais rápidas na correção ou reparação de seus erros.



2 Comments
[…] This post was mentioned on Twitter by Beatriz Stassen. Beatriz Stassen said: RT @gabeiracombr: Blog do Gabeira: CSA e a poluição no Rio http://bit.ly/fp3JWg […]
Para quem tiver interesse em ir além nesta questão de “empresas – país de origem – desgaste” , pesquisar “água mineral” & São Lourenço (MG). Um caso de poder que já deu até alta espionagem do tipo 007, mas que ao chegar à opinião pública do país de origem da empresa, tem de tomar, mínimo, um pouco de juízo.