Será que vale a pena uma Copa do Mundo no Brasil? Num certo sentido, é tarde para perguntar, porque já estamos no caminho dela.
Uma das razões que levaram o governo a aceitar tantos gastos é simbólica. O povo brasileiro gosta de futebol e quer ver sua seleção brilhar mais uma vez.
Ouvi este argumento de outro brasileiro, quando fazíamos um debate para um programa radiofônico estrangeiro.
O valor simbólico estava muito ligado também às expectativas de sucesso da seleção, dando mais uma prova da excelência brasileira na modalidade.
Pesquisas iniciais indicam que, depois da Copa América, a maioria dos entrevistados está pessimista com a performance da seleção brasileira. Perder quatro pênaltis num jogo de 120 minutos, em que não fez gol, não alimenta nenhuma esperança.
Como se não bastasse esse fator, a decadência do futebol brasileiro, o New York Times publicou ontem uma impressionante reportagem sobre corrupção na FIFA.
Esta entidade, que estará associada ao esforço multimilionário do Brasil, paga altos salários aos seus dirigentes, os mantêm em hotéis cinco estrelas, com jantares cinco estrelas e muitas outras vantagens dispensadas aos muito ricos.
Grande parte desse dinheiro vem dos direitos de transmissão das partidas. Dez por cento deles são destinados à FIFA. Como se não bastassem os rios de dinheiro que correm na entidade, ainda há fortes denúncias de corrupção entre dirigentes esportivos que escolheram as próximas sedes da Copa do Mundo, em 2018 e 2022.
Num contexto de débil controle interno sobre as obras, associado à FIFA, entidade esportiva marcada pela corrupção, com um futebol que não lembra mais o melhor do mundo, o Brasil se prepara para gastar fortunas.
Será que esse dinheiro é a melhor forma de atender às nossas necessidades? Será que realizar a Copa do Mundo significa mesmo um excelente negócio para as novas gerações?
Ainda é hora de perguntar. A Copa do Mundo é irreversível, mas quanto mais realista formos a respeito de seus resultados, mais conseguiremos evitar prejuízos absurdos. Uso o adjetivo absurdos, porque acho que prejuízo, do jeito que as coisas andam, teremos de qualquer maneira.



3 Comments
Num contexto de débil controle interno sobre as obras, associado à FIFA, entidade esportiva marcada pela corrupção, com um futebol que não lembra mais o melhor do mundo, o Brasil se prepara para gastar.
Será que esse dinheiro é a melhor forma de atender às nossas necessidades?Não. Será que realizar a Copa do Mundo significa mesmo um excelente negócio para as novas gerações?
As novas gerações estão precisando de educação.Formação profissional para ingressar no mercado de trabalho, principalmente agora com a exploração do pré sal.Existe uma grande demanda por mão de obra qualificada e, nem um investimento voltado para o setor da construção naval que envolva o despertar do jovem.Criticamos os Chineses, mas, somos parte do desenvolvimento da China, quando enviamos os nossos Navios para realizar modificações e, ou reparos que deveriam ser realizados no Brasil, dando mais empregos aos jovens, hoje a serviço do trafego de drogas.Os chineses podem até praticarem o trabalho escravo, neste momento.Porém, estão dentro do possível levando divisas para o seu país e, qualificando sua juventude, melhorando sua auto estima, através do trabalho.Nós, temos trabalho escravo, incentivamos as famílias a manterem os seus filhos acomodados com a distribuição do Bolsa Família, inclusive deixando todos com baixa estima.Quanto ao crescimento do país, fica por conta da China.Nós temos os custos de deslocamento do Navios, que leva em media 60 dias de viagem, transtorno de reabastecer em outo país, mau tempo, deslocamento de toda tripulação que retorna de avião, do grupo de fiscalização ( Engenheiros, Técnicos e Alguns tripulantes que participam de toda obra).Após o termino, seguem do Brasil, uma nova tripulação que retorna com o Navio para o Brasil.Nada disso é garantia de um bom trabalho, visto que o 1º Navio apresentou problemas, tendo que fazer nova docagem para sanar todos os defeito do reparo realizados na China, com isso ficando fora do trafego durante mais de 2 meses.O 2º a retorna, teve a pintura dos tqs de carga desprendado, causando com isso contaminação da carga e, devem serem refeitas.Paga-se mau e, o serviço é proporcional a encomenda.Estava presente quando o presidente da Transpetro esteve na China, no estaleiro e, particularmente no Navio que estávamos embarcados.O Presidente Sergio Machado, no seu discurso falou que o serviço prestado aos Navios da Transpetro era considerado de 3ª categoria, inclusive comparando as equipes com times de futebol da 3ª divisão.Portanto o serviço só poderia ser de baixa qualidade, solicitou uma melhor fiscalização por parte da tripulação e, foi enfático quanto aos próximos reparos, inclusive ameaçando ao rompimento do contrato, procurando estaleiros fora da China, falou inclusive da falta de respeito com o Brasil.Os estaleiros de Gianjin, são responsáveis por 1.000 Navios construidos anualmente.Enquanto nós, somos tratados como incompetentes.A propaganda da construção naval é muita, as encomendas, só no papel.Nós merecemos um Governo mais responsável.
Num contexto de débil controle interno sobre as obras, associado à FIFA, entidade esportiva marcada pela corrupção, com um futebol que não lembra mais o melhor do mundo, o Brasil se prepara para gastar.
Será que esse dinheiro é a melhor forma de atender às nossas necessidades?Não. Será que realizar a Copa do Mundo significa mesmo um excelente negócio para as novas gerações?
As novas gerações estão precisando de educação.Formação profissional para ingressar no mercado de trabalho, principalmente agora com a exploração do pré sal.Existe uma grande demanda por mão de obra qualificada e, nem um investimento voltado para o setor da construção naval que envolva o despertar do jovem.Criticamos os Chineses, mas, somos parte do desenvolvimento da China, quando enviamos os nossos Navios para realizar modificações e, ou reparos que deveriam ser realizados no Brasil, dando mais empregos aos jovens, hoje a serviço do tráfico de drogas.Os chineses podem até praticarem o trabalho escravo neste momento, porém estão dentro do possível levando divisas para o seu país e, qualificando sua juventude, melhorando sua auto estima, através do trabalho.Nós temos trabalho escravo, incentivamos as famílias a manterem os seus filhos acomodados com a distribuição do Bolsa Família, inclusive deixando todos com baixa estima.Quanto ao crescimento do país, fica por conta da China.Nós temos os custos de deslocamento do Navios, que leva em media 60 dias de viagem, transtorno de reabastecer em outo país, mau tempo, deslocamento de toda tripulação que retorna de avião, do grupo de fiscalização ( Engenheiros, Técnicos e Alguns tripulantes que participam de toda obra).Após o termino, seguem do Brasil, uma nova tripulação que retorna com o Navio para o Brasil.Nada disso é garantia de um bom trabalho, visto que o 1º Navio apresentou problemas, tendo que fazer nova docagem para sanar todos os defeito do reparo realizados na China, com isso ficando fora do trafego durante mais de 2 meses.O 2º a retorna, teve a pintura dos tqs de carga desprendado, causando com isso contaminação da carga e, devem serem refeitas.Paga-se mau e, o serviço é proporcional a encomenda.Estava presente quando o presidente da Transpetro esteve na China, no estaleiro e, particularmente no Navio que estávamos embarcados.O Presidente Sergio Machado, no seu discurso falou que o serviço prestado aos Navios da Transpetro era considerado de 3ª categoria, inclusive comparando as equipes com times de futebol da 3ª divisão.Portanto o serviço só poderia ser de baixa qualidade, solicitou uma melhor fiscalização por parte da tripulação e, foi enfático quanto aos próximos reparos, inclusive ameaçando ao rompimento do contrato, procurando estaleiros fora da China, falou inclusive da falta de respeito com o Brasil.Os estaleiros de Gianjin, são responsáveis por 1.000 Navios construidos anualmente.Enquanto nós, somos tratados como incompetentes.A propaganda da construção naval é muita, as encomendas, só no papel.Nós merecemos um Governo mais responsável.
Caro Colega João Goes,
Muito oportuna a sua indagação sobre os rumos da construção naval no Brasil e o papel do Governo.
Mas creio que não podemos ser simplistas com este tema, é de fato necessário verificar os valores que a industria naval Brasileira impõem na construção ou reparo de um navio. Este é um ponto importantíssimo para iniciar qualquer conversa sobre este assunto. Quanto a qualidade e realidade dos estaleiros Chineses, temos que avaliar com cuidado. Existem muitos estaleiros na China, todos utilizam trabalhadores subcontratados, que por sua vez não possuem direito algum apenas recebem diárias. Toda a parte de material e ensumos são claramente mais competitivos que os Brasileiros o ponto de vista de preço.
Agora quanto a qualidade, é preciso ser muito profissional na gerência de uma obra de reparo ou construção nova, jamais a tripulação de um navio deve ser responsável pela docagem de um navio, a tripulação deve seguir com a programação de trabalho a bordo que eventualmente inclui alguns ítens da especificação de docagem, mas quanto ao gerenciamento da obra deve ser montada uma equipe técnica para gerenciar a parte de reparo de aço, pintura e overhauling de máquinas e equipamentos.
Na China deve-se dobrar o acompanhamento e supervisão da obra, qualquer serviço seja de troca de aço, pintura ou máquinas, jamais deve ser realizado sem a verificação e inspeçào do representante do armador e classe(se for aplicado). Repito a supervisão e controle deve ser dobrado, pois temos um grave problema com diferença de idioma e qualidade técnica dos estaleiros chineses
Desta forma é possível fazer uma ob ra na China chegando a ser 50% mais barata que no Brasil, quanto ao custo de deslocamento, esqueçe…. nenhum navio sai do Brasil para docar na China vazio….se vc viu isto acontecer é porque o dono deste navio esta rico ou esta louco.
Grande abraço e bons ventos
att
Vieira