Para compensar a ausência da imprensa internacional na Síria, um grupo de 20 ciberativistas conseguiu criar uma rede capaz de mandar notícias rápidas para o exterior ou difundir os cantos num funeral momentos depois de gravados.
Essa rede foi revelada numa reportagem do New York Times que entrevistou um dos seus membros, Rami Nakhle que vive em Beirut. Os principais participantes da rede espalhada pelo mundo conseguiram introduzir na Siria mais de 100 telefones via satélite, além de câmera e modems e laptops.
Grande parte do material usado provém da escuta da rede Al Jazeera mas com a distribuição de equipamentos entre os manifestantes novas fontes passaram a produzir informação, às vezes caótica e incompleta.
Alguns críticos desse trabalho da rede síria afirmam que as notícias estão sendo manipuladas e que o invólucro está escondendo um conteúdo problemático. Esses críticos consideram as revoltas a Síria mais regionais do que nacionais e acham que elas não levam em conta o medo das minorias. Uma parte dos católicos apóia o regime de Assad.
Um grande passo na cobertura do que se passa na Síria seria a entrada dos correspondentes estrangeiros podendo trabalhar com liberdade. O governo tem seu poderoso sistema de informação baseado na tevê; os opositores usam a rede social. Novas versões seriam importantes para entender o que se passa. Embora não seja difícil entender quem perdeu a razão, lendo as notícias de tiroteios contra funerais.

Imagem de um manifestante ferido na Síria


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