Chavez deve voltar à Venezuela, antes do 5 de julho. É a data da comemoração dos 200 anos da independência da Venezuela. Data da proclamação pois foram necessários 10 anos de luta contra os espanhóis para consolidar a decisão.
Desde o princípio do ano, as ruas de Caracas estão cheias de murais, aludindo aos 200 anos. Os murais de cores vermelhas celebram também Simon Bolivar e, em alguns pontos, o próprio Hugo Chavez.
A oposição está pedindo que Chavez se licencie e deixe o cargo por 60 dias. Argumento: a Constituição exige a posse do Vice, enquanto Chavez estiver em outro país. Apesar desse pedido, a transferência de poder não será realizada.
Não se governa um país pelo twitter,afirmam os oposicionistas. Nem se pode trocar a cadeira do presidente de um país para outro.
Mas o que mais empolga a discussão é a saúde de Chavez, que tem 56 anos. Alguns boatos espalharam que sofre de câncer na próstata. Um jornal de Miami atribuiu as informações ao serviço de inteligência americano.Não é uma boa fonte para saúde de estadistas adversários. Pelos relatos de inteligência, Fídel Castro já estaria morto há vários anos.
O período que Chavez ficará em Cuba abriu uma grande discussão. O que fazer sem ele? Quem pode substitui-lo entre os aliados do governo? O que será da oposição sem Chavez para combater?
O jornal oposicionista Tal Cual apresenta uma análise, hoje, afirmando que é normal uma doença do presidente mas ele precipitou o desejo de um novo ciclo na Venezuela.

As ruas estão pintadas para os 200 anos.(foto FG)
Como o país entra na fase eleitoral, com Chavez candidato, tudo indica, como afirmei em fevereiro, que o ano será quente na Venezuela. Este mês foi o de motins nas prisões.
Os preços da cesta básica continuam aumentando. Por seu lado, a carne subiu 30 por cento, o que a tornou cada vez mais rara nas mesas.
Quando Chavez voltar será possível avaliar a situação. Dizem que seu caso não é grave, apenas uma infecção pélvica, mas estão reformando a ala de um hospital militar para recebê-lo.
Teremos Chavez por muitos anos, diz o vice-presidente Elias Jaua. É esperar para ver.

Crise na economia, apesar da alta do petróleo.(foto FG)


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