O cantor Michel Martelly venceu as eleições no Haiti e vai enfrentar uma das mais duras tarefas como iniciante: reconstruir um país atingido pelo terremoto, epidemia de cólera e onda de estupros nos acampamentos de refugiados.
Martelly derrotou Mirlande Manigat, de 70 anos, que já foi primeira dama . O povo haitiano escolheu um nome fora da política convencional, na expectative de algo aconteça.
A ajuda internacional para o Haiti não chegou a utilizar um quarto dos US$5,5 bilhões prometidos. Há acusações de que a burocracia não deixa os projetos avançarem e as ONGs atuando separadamente não conseguem ser uma alternativa.
Martelly já disse que vai examinar o papel das ONGs. Ele terá que dividir o poder com um primeiro-ministro e deve, algo ainda não confirmado, ter minoria no Parlamento.
O Brasil está envolvido na pacificação do Haiti com a presença militar. Participa também das tentativas internacionais de arrecadar dinheiro e realizar o urgente processo de reconstrução.
O mandato de Martelly é uma incógnita. Apelidado de Sweet Micky foi um cantor ousado na indumentaria e performance. Agora usa ternos escuros e gravata e ninguém sabe se eleito por estar à margem tentará governar também à margem do sistema político haitiano.
O ex-presidente René Preval, que visitou o Brasil, continua forte porque seu partido deve definir o novo primeiro-ministro .Outro dado importante é presença, de novo, no país do ex-presidente Jean Bertrand Aristide, que continua com altos níveis de popularidade, depois de cair e passar por um exílio na África do Sul.
Cerca de 250 haitianos entraram, clandestinamente no Brasil pela cidade de Brasileia, no Acre. O governo federal em parceria com o governo amazonense pretende receber mais mil imigrantes do país, para trabalharem na Zona Franca de Manaus. Parte dos primeiros haitianos já está em Rondônia, onde vão se empregar nas obras de Jirau e Santo Antônio. No momento, estão paradas porque houve um motim dos trabalhadores.



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