Caiu o prefeito de Nova Friburgo, Dermeval Barbosa Moreira Neto. O processo é semelhante ao de Teresópolis. Primeiro o prefeito é afastado temporariamente, depois em definitivo.
A acusação é a mesma na duas cidades: desvio de verbas, destinadas a atenuar os efeitos da tragédia do princípio do ano.
No caso de Nova Friburgo, a sociedade mobilizada conseguiu que os vereadores instalassem uma CPI independente do prefeito. Ela, certamente, vai concluir pelo seu afastamento.
A saida de Dermeval acontece no momento em que a cidade preparava uma série de manifestações de alerta, entre 11 e 14 de novembro.
Tanto em Teresópolis como em Friburgo houve muita mobilização para denunciar os desvios. Isso canalizou a energia social e, de uma certa forma, impediu que ela se concentrasse em outra tarefa: preparar as cidades para as chuvas de verão.
O Ministério Público, por exemplo, teve de entrar em cena, ontem, pedindo a retirada de uma pedra de 2.500 toneladas no Jardim Ouro Preto, em Friburgo. Ela ameaça rolar e até hoje nenhum dos governos, estadual ou municipal, tomou providências.
Assim como caem os ministros no Cerrado, caem os prefeitos na Serra fluminense. A acusação é a mesma.
No caso dos ministros, o dinheiro usado em ONGs fajutas não volta jamais. Na Serra, são irreparáveis as vidas arruinadas e o tempo perdido.
Ficamos apenas com um gosto amargo da vitória, tendo de correr contra o relógio e a falta de verbas, enquanto não chegam as chuvas de verão.



Comment
Haja Demerol para suportar tanto Dermeval (como alguém pode dar esse nome a uma criancinha…?)