Evoluiu a posição do Brasil sobre a Síria. O pais já aceita um texto de censura ao governo de Bashar al Assad e também algum tipo de sanção, desde que seja consensual.
Ações militares contra a Síria estão descartadas no momento. Na verdade, a experiência na Líbia não é nada animadora.
A evolução do Brasil no caso sírio não é isolada. A Rússia anunciou também a disposição de apoiar um texto de censura.
Mas as sanções europeia e americanas talvez tenham sua eficácia, uma vez que implicam em congelamento de contas bancárias e proibições de visitas de dirigentes sírios aos países da Comunidade e aos EUA.
Assad dificilmente recuará na disposição de esmagar seus opositores. O pai, Hafez, comandou as operações que mataram dez mil pessoas em Hama.
No texto do princípio da semana, lembrei que o Congresso brasileiro deveria convidar Patriota para explicar a posição do Itamaraty. Os fatos acabaram impulsionando a mudança, sem que o Congresso se desse conta delas.
Como é possível que o Congresso não se dê conta do mundo e ignore a importância das decisões brasileiras no campo da política externa? Conheço o medíocre mecanismo de ocupação das comissões especificas, na Câmara e no Senado. É um atraso porque não realizamos uma necessária diplomacia parlamentar.
O Human Rights Watch acusa o Brasil de apresentar uma série de exigências para apoiar a moção de censura. Uma delas é a de que seja condenada a violência dos manifestantes.
Tudo bem, a violência de um modo geral deve ser condenada. Mas colocar num mesmo plano a violência de quem joga pedras e de quem avança com os tanques é exagerado. Nesses quatro meses, quem está morrendo é gente da oposição a Assad.
De qualquer forma, um pouco empurrado, o Brasil, ao lado dos outros países democráticos, vai condenar uma sangrenta ditadura



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