Belém é uma grande metrópole da Amazônia. A proximidade da floresta está em tudo, no clima, nas palavras, nos temperos e comidas.
Às vésperas das eleições, Belém discute seu futuro talvez mais do antes consciente da importância da floresta.
Andei por lá no fim de semana. Visitei a Estação das Docas e o Ver o Peso, o célebre mercado de Belém.
O processo de restauração do porto, iniciado há oito anos, ainda não está totalmente concluído. Mas é um grande êxito. A estação das docas atrai turistas de todo o mundo e suas instalações, adaptadas do velho porto são muito criativas, inclusive um pequeno palco erguido no lugar por onde passavam as mercadorias.
A parte nova do mercado, exclusiva para carnes, é um pouco fria comparada com o velho Ver o Peso que ainda sobrevive e é dominante.
Nas áreas onde se vende de tudo, farinhas, peixes, roupas, temperos, verduras, nessa área sim há muita vida.
Moradores de Belém e turistas se confundem num espaço de aromas, cheiros e surpreendentes recantos.
Compartilho algumas de dezenas de fotos que tirei ali, sonhando até com um bom tempo para realizar um vídeo sobre o Ver o Peso.
Mas esse tempo não existe ainda. É difícil programar um trabalho de fim de semana. O tráfego aéreo tira a produtividade assim como os engarrafamentos aqui na terra.
Meu voo de volta atrasou uma hora. Ao chegar no velho Galeão, não havia finger e tivemos que esperar o ônibus.
Quando saia, vi uma pequena multidão desolada diante da esteira de malas: esperavam a bagagem por mais de uma hora.
Ainda bem que viajo com bagagem de mão. Nem sempre isso é possível, sobretudo quando se leva equipamento.
A mobilidade urbana interurbana, é um dos fatores que dificultam a produtividade, não só de um brasileiro na estrada, mas de todo o mundo por aqui.
PS: A última foto é do prédio queimado da Receita Federal. Nesse prédio funcionava a ABIN, Agência Brasileira de Inteligência, ex-SNI.
Incêndio estranho que está sendo apurado pela PF e foi ignorado pela imprensa.
























4 Comments
Eu moro nessa cidade, podeira ser espetacular, último reduto de uma cultura ainda viva, a luso-braisleira, mas vem sendo estragada pelo fluxo continuo de gentes do interior e pelo assalto ao espaço urbano, pela desenfreda especulação imobiliária, mas foi bom tre visto aqui algumas fotos tiradas pelo seu olhar sensível, abs
Nunca fui a Belém, mas as fotos são extraordinárias pois parecem tiradas em outro pais. Ap’esar de dizerem que está sendo estragada ainda tem um ar muito peculiar, exótico e rico em detalhes locais.
Caro Gabeira,
excelente a matéria bem com as fotos expostas.
Quanto a sua observção final “…. estranho que está sendo apurado pela PF e foi ignorado pela imprensa.” É algo que tem ocorrido em todo o Brasil , a imprensa está calada, de dedos amarrados, noticiando apenas abobrinhas.
abraços fraternos,
Gilda – RJ
Meus parabéns por mais esse magnídico trabalho.