Morreu Paulo Renato Souza. Morreu em São Roque, dias depois de eu visitar a cidade.
Tentei imaginar seus últimos dias. Estaria no mesmo hotel em que hospedei? Paulo Renato foi um excelente amigo na Câmara.
Tínhamos um grupo de 30, um pouco mais um pouco menos, dependendo das circunstâncias, que discutia as chances de melhorar o Congresso.
Nossas reuniões eram depois do trabalho. Tirávamos o casaco, afrouxávamos a gravata, liberávamos o botão da camisa social, aí , mais aliviados, falávamos de algumas táticas para evitar que o Congresso mergulhasse no descrédito.
Ás vezes escrevia um texto e me mostrava. Era um bom amigo de plenário. Poucos ali escrevem textos e têm um olhar aberto para a sociedade e para o mundo.
Foi uma grande perda. Quando me candidatei a cargos majoritários sempre o procurava para ouvir suas propostas no campo em que tanto contribuiu: a educação.
Nos últimos meses como deputado, o motorista que trabalhava comigo, Mauricio, sempre brincava comigo: qual o enterro da semana?
Nessa idade, as mortes de amigos costumam ser mais freqüentes. Como poderemos esquecê-los se continuamos tão próximos?

Uma flor da lagoa, que ele tantas vezes visitou.(foto FG)


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