A manifestação dos policiais rodoviários ontem na ponte Rio-Niterói mostrou como é vulnerável o trânsito no Rio.
Acompanhei pelo rádio porque voltava de uma missão na serra fluminense. Consegui evitar o congestionamento, contornando a baia de Guanabara.
Mas muitos que não tinham essa alternativa ou mesmo a informação ao vivo levaram quase duas horas para cruzar a ponte.
Várias reflexões surgem daí. A primeira é a da vulnerabilidade do trânsito pois o engarrafamento num ponto vital tende a se propagar pela cidade.
O outro é a necessidade de convencer aos grevistas ou funcionários que protestam que a população não é culpada logo aparece como um equívoco fazê-la pagar pelo impasse nas negociações com o governo.
A terceira é bem mais delicada: é legal bloquear o fluxo de trânsito para uma manifestação política? Até que ponto, na Copa do Mundo e Olimpíadas esse tipo de movimento não pode se tornar uma arma perigosa?
As enormes filas nas barcas, que não conseguem dar vazão à demanda nas horas de emergência, revelam que a ponte tem uma grande importância na vida das duas cidades.
Quantos outros pontos estratégicos para o fluxo não existem na cidade? O que fazer para protegê-los agora e adiante?
No momento, este é apenas um episódio no confronto entre funcionários públicos e governo. Outras operações padrão devem surgir por aí, atingindo as pessoas comuns que não definem política salarial e plano de carreira.
De um ponto de vista político, acho difícil triunfar um movimento que entre em choque com a opinião pública. Daí a importância de um parlamento atuante: é preciso mediar conflitos entre grevistas e governo mas também definir os limites legais do movimento.
Veja o Diário Visual A Ponte



Comment
Caro Gabeira,
concordo e entendo seu ponto de vista sobre o caos em que se encontra o Rio de Janeiro, mas vou pegar uma carona no ponto Greve, Grevistas e população.Ok?
No Brasil (diferente de muitos paises) as autoridades ou governantes, só começam a pensar em negociar com os grevistas no momento em que o movimento começa a atingir a população que nada tem a ver com as reivindicações.
As pessoas não entram em greve por prazer e nem mesmo de uma hora para outra. Para uma greve ser deflagrada, é preciso que já tenham sido esgotadas todas as possibilidades de negociação.
Quando há GREVE em algum meio de TRANSPORTE (ônibus, metrô, aviões,caminhões, trens, etc) elas duram muito pouco, NO MÁXIMO 24 ou 48h, pois não causam apenas um desgaste físico e emocional na população, atingem também o bolso dos empresários e às empresas, que começam a ter prejuizos enormes, seja pela falta de funcionários q não tem como chegar ao trabalho, seja pelos materiais perecíveis que apodrecem nos caminhões antes de chegar ao destino, isso para citar apenas 2 exemplos.
Em contrapartida, , as UNIVERSIDADES estaduais e federais estão em GREVE HÁ MESES e nada tem sido feito. No RJ, em particular, a UERJ pede há anos que seja ouvida para negociarem o reajuste, plano de cargos e salários, etc, e simplesmente é ignorada. Cada vez reivindicando menos pontos, para tentar ao menos conseguir o mínimo indispensável, com o bodão já conhecido ” NEGOCIA CABRAL” , mas Cabral IGNORA solenimente e sem o menor constrangimento.
Enquanto o pessoal da EDUCAÇÃO e da SAÚDE caminham debaixo de sol no centro do Rio ou na Orla de Copa e Ipanema, Cabral passeia por Paris “à veló” ou bicyclette, como queira, feliz, animadíssimo, xapadérimo, uma cena já manjada e grotesca e depois vai para restaurantes gastar pelo simpres prazer de gastar. Já que não sabe distinguir uma ova frita de um caviar russo, pra ele é tudo a mesma coisa, pede o que há de mais caro, até porquê não é com o dinheiro dele.
Acho que fugi muito do assunto abordado por vc, mas não aguento mais ver e sentir tanta falta de carater em um homem só: SERGIO CABRAL.
abraços fraternos e com muita admiração,
Gilda – RJ