Reportagem assinada por Cláudio Motta, no Globo, baseada num estudo publicado na revista Biological Conservation, informa que as mudanças climáticas ameaçam 900 espécies de aves no planeta.
Ainda segundo um dos autores da pesquisa, Cagan Sekercioglu, 20 por cento das espécies do Cerrado podem desaparecer no Brasil.
As informações de Sekercioglu indicam que o Brasil tem 1.600 espécies, cerca de 16% das 10 mil espécies do mundo. No entanto, o Comitê de Registro Ornitológico já constatou a aparição de 1832 espécies, número maior que o da pesquisa americana
Não apenas o Cerrado, mas a Amazônia e também regiões serranas da Mata Atlântica podem passar por transformações fatais para os pássaros.
O tema será discutido também na conferencia Rio+20. Poucos brasileiros conhecem bem os pássaros nativos. Tom Jobim era um deles.
Com a extinção de algumas espécies é provável que muitos de nós sequer tenhamos conhecimentos de pássaros que nasceram e viveram no Brasil.
Era preciso um estudo mais específico para formular um plano de salvação dessas espécies. Uma das saídas apresentadas pelo cientista Sekercioglu é a criação de reservas na Mata Atlântica.
O Brasil já tem quase 3 por cento de seu território dedicado a unidades de conservação. Talvez seja preciso mais do que isso.
Aqui no Tinguá há uma reserva com caçadores de pássaros acossando suas margens. Eles chegaram a matar um ecologista que denunciou sua prática.
Para muitos, parece frescura formular um plano de salvação dos pássaros. Nem conhecemos os seus cantos- dirão. Acontece que num pais como o Brasil, os pássaros são uma fonte de riqueza até material. Um dos nichos mais interessantes no turismo é exatamente o de observadores de pássaros.
Na Serra da Canastra, por exemplo, há alguns que vêm da Europa só para observar os pássaros. São turistas ecologicamente conscientes que poderiam também, como indicam os cientistas, nos ajudar na catalogação e estudo dos hábitos dos pássaros brasileiros.



Comment
Oi Gabeira,
É sempre um prazer renovado visitar este seu blog, apesar de visitá-lo todos os dias, parabéns pela variedade dos temas abordados e do modo com o faz. Penso que esta sua manifestação do turismo de observação é bem pertinente, moro em Belem do Pará e conheço um pouco deste Estado e desta Natureza, e não me canso de dizer que o turismo comum irá a ajudar na destruição ainda mais rápida e quem me ouve me tacha de louco. Mas que fazer ! Abraços