As chuvas estão de volta e o balanço apresentado pelo governo é desanimador: muito pouco foi feito para reduzir seus impactos.
De 251 cidades com área de risco elevado, apenas 28 foram mapeadas este ano e 28 no ano passado. Cerca de 178 mil pessoas estão em área de risco e há 43 mil moradias ameaçadas.
No Rio, onde aconteceu uma grande tragédia, duas cidades aparecem como, especialmente, vulneráveis: Angra dos Reis e Nova Friburgo.
O ministro Aluísio Mercadante admitiu ontem que vão morrer pessoas neste e nos próximos verões, atribuindo a gravidade da situação às mudanças climáticas.
Para se ter uma ideia de como o papel do governo deve ser levado em conta, basta citar a declaração do ministro Fernando Bezerra, da Integração Nacional. Segundo ele, Brasília já liberou R$75 milhões para serem aplicados na Serra, mas o governo do Rio está com dificuldades para realizar as obras.
Em apenas dez cidades, houve simulações de retirada das pessoas em caso de emergência, índice muito pequeno. O governo formou mais 6 mil agentes de defesa civil, mas esse número também é modesto para um pais como o Brasil.
Os japoneses já conseguiram superar grande parte dos efeitos do terremoto seguido de tsunami. Estamos longe dessa capacidade de prevenir e recuperar.



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