Em termos nacionais, o tema mais importante do fim de semana foi o plebiscito no Pará, onde os eleitores rejeitarem a divisão do estado.
Os votos contrários à criação de Tapajós e Carajás beiravam os 70 por cento, no princípio da noite, não deixando nenhuma dúvida sobre o resultado.
Falei com paraenses na última viagem à Amazônia e senti que muitos deles recusavam a divisão por temer que a chamada classe política do estado fosse multiplicada por três.
O peso das novas despesas com as multiplicação das instituições importava muito: os cálculos chegavam a R$3,8 bilhões em recursos públicos para manter o Pará dividido.
No entanto, a votação revelou um problema comum a muitos plebicistos do gênero: as áreas separatistas revelam uma grande vitória do sim (mais de 90 por cento dos votos) enquanto a região metropolitana de Belém votou maciçamente não.
Isto mostra que o Pará está dividido, embora o não tenha vencido. Só um grande esforço político poderá reunificá-lo. Para o governo, o tema central dessa união será a luta contra a lei Kandir que isenta de ICMS os produtos destinos à exportação.
O Pará quer receber mais dinheiro por sua bauxita, ouro, manganês e caulim. Este tema, segundo o govenador Simão Jatene, pode unir as três partes.
Existem outros temas de fundo, como, por exemplo, o modelo de ocupação do Pará e de toda a Amazônia: as pessoas são assentadas sem recursos e assistência e não têm alternativas, exceto destruir a floresta.
Plebiscitos dessa natureza, dificilmente emplacam. Num determinado momento, lancei a idéia de fazer com Fernando de Noronha voltasse ao governo federal. Hoje já não a endosso.
Num certo momento, propus a separação do Pantanal para que a região pudesse prosperar com a ajuda internacional, que costuma parar nos cofres dos dois estados de Mato Grosso.
São propostas que têm um apelo político mas, na prática, acabavam naufragando. Em janeiro, se possível, passarei pelo Pará para sentir como cicatrizam as feridas do atual embate pela separação de Carajás e Tapajós.
Parece que existem alguns anseios separatistas também no Arquipelágo de Marajó. Como se vê, é complexo dirigir um estado de 1.246000 km2.
Ao visitar Altamira ou Oriximiná basta perguntar a dimensão do município para se perceber que estamos num espaço colossal: 161.445 e 107.604 km2, respectivamente.



3 Comments
a opinião de belém mais uma vez predominou e a capital nacional dos pedófilos, e o clã dos barbalhos etc. e tal seguirão matando o povo do interior, essa foto certamente não é do povo de belém, certamente. (via meu_ovoesquerdo)
OSOFRIMENTO GUANDO CHOVE AQUI NA RUAOURO FINO ENFRETE OMERCADOVAX TIVEMOS GRÃNDE PREJUIZO PORCONTA DA DELTA COMEÇO AS OBRAS E PARARO AS CASA FORO ALAGADA TIVEMOS UMA GRÃNDE PERDA DE MOVE APARELHOS TINHA ATECONZINHEIRO COMO MESTRE DEOBRAS ESGOTO ENTRANO NAS CASA COMO VOMOS FICA COM ESTE PREJUIZO NÃO TERMINARO A OBRA AQUI E FORO PARA OUTROS LOCAS AQUI ERUA PRISIPAL DE ONIBUS ESTAMOS SOFRENDO GUANDO CHOVE OQUE IREMOS FAZE LARGA AS CASA PORQUE ELES NÃO VEM TERMINA O JA COMESSO ESTO PEDINO PELAMOR DE DEUS
é um começo de conversa mesmo… por sorte o Pará não se dividiu criando cargos e mamatas para uma porção de novos parasitas. Mas queria te sugerir que falasse de outro assunto, um começo de conversa sobre ele… as ambições de Eike Batista para a Marina da Glória. Ele desistiu hoje de um projeto hediondo que previa um horrendo estacionamento pra 1500 carros e a construção de um prédio feio de 15 metros de altura. Mas promete voltar à carga!!! helllllpppp