Na manhã de hoje postei um pequeno texto sobre a revolta de alguns jovens espanhóis, do chamado M-15 que promoveu manifestações em várias cidades do país.
Tinha certas dúvidas sobre o movimento. Pelo slogan outra política é possível” associei as manifestacões às luta contra a globalização e ao Forum Social, que aconteceu, algumas vezes, em Porto Alegre.
Não estava totalmente fora da realidade. Mas, através do artigo de Oscar Gutierrez, no El País, fico sabendo um pouco sobre o que influenciou o movimento espanhol.
Para ele, o modelo foi o movimento na Islândia, que começou com os grandes problemas financeiros do país.
O maior banco do país, o Kaupthing acabar de quebrar. O cantor Hordur Torfason foi para a porta do Congresso , tocou sua gitarra e abriu o microfone para que as pessoas se manifestassem.
No sábado seguinte, no mesmo lugar, Hordur Torfason atraiu milhares de pessoas. Aconteceu no outono de 2008. Aquele movimento que se reunia aos sabados, intitulado Vozes ao Vento, obrigou à dissolução do Parlamento e, mais tarde, num referendum disse não ao pagamento de uma dívida de quatro bilhões de euros cobrada pela Inglaterra e Holanda.
O sucesso desse movimento, segundo o artigo de Gutierrez acabou sendo a inspiração principal, tanto que nas ruas havia gente gritando: Espanha de pé, Islândia é.
Outras influências marcam também o movimento. No seu documento o M-15 defende a liberdade de expressão e o jornalismo investigativo, o que pode ser entendido tmbém como um apoio a iniciativas do tipo Wikileaks .
Tanto a questão islandesa, como o Wikileaks são fatos posteriores ao movimento contra a globalização, praticamente desaparecido. Gutierrez menciona também as revoltas árabes como uma referência, não tão decisive como a da Islândia.
Nas vésperas da eleicões, com bandeiras contra a corrupção e a farsa política, o movimento está criando um fato novo na Espanha porque não se deixa absorver pelos grandes partidos, PSOE e PP, e também não prega abstenção ou voto nulo.
Como afirmei no primeiro post e o artigo de Gutierrez mostra bem a questão econômica europeia tem um grande peso. Italianos, franceses e gregos já sairam às ruas para protestar contra cortes em gastos sociais.Agora parece ser a vez da Espanha, inspirada no êxito obtido pelos islandeses.



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