Chegamos a Macapá, segunda etapa da nossa viagem. Chegamos no dia dos pais, depois de uma conexão estranha, pois ficamos quase oito horas em Brasília.
Estive no Amapá, mais precisamente na Serra do Navio para observar a produção de manganês.
A cidade tem recantos muito bonitos, especialmente o que visitei hoje chamado Curiau. Campos verdes alagados, búfalos cavalos, piscinas naturais cheias de crianças.
Embora não fosse esse meu objetivo, reencontrei um tema que trabalhei em Brasília: o dos escalpados. Há mais de 150 pessoas que perderam não só o cabelo como parte de seu rosto, levados pelas hélices de barcos.
Soube, com alegria, que uma campanha de prevenção reduziu drasticamente este tipo de acidentes. Vou falar com uma associação das vítimas para saber como estão agora.
Estou bastante cansado neste fim de domingo. Chegamos às oito da manhã, trabalhamos até oito horas, com duas de descanso para o almoço.
Quase não dormi no avião que partiu de Teresina no fim da tarde. Selecionei algumas fotos tiradas no avião e aeroporto e os campos verdes, alagados, de Curiau.
Filmamos todo o tempo e quase não houve tempo para as fotos. Elas merecem um cuidado especial que não foi possível ter.
Hoje assisti a um mutirão de operação de cataratas no hospital Alberto Silva de Macapá. É impressionante ver o olho humano aberto, iluminado e destacado do restante do corpo.
Mas isso é parte do trabalho e esse blog é apenas uma pequena lembrança de um dia dos pais consumido pelo trabalho. Como aliás costumam ser os dias comuns na vida dos pais.
Os dois jovens jornalistas com quem tive a chance de viajar, Júlio Molica e Antônia Martinho, não tem filhos, mas trabalham duro, como se os tivessem.




