Triste notícia o incêndio na base brasileira na Antártida. Dois integrantes da Marinha morreram e as instalações foram muito atingidas.
A presidente Dilma Roussef afirmou que o Brasil vai reconstruir as instalações da base Comandante Ferraz.
É preciso que o parlamento também participe da reconstrução. No passado, havia uma frente parlamentar de apoio e alguns deputados destinavam emendas para a Base e o trabalho científico que desenvolve. Era algo que elevava o nível dos deputados, pois as emendas para pesquisas numa região gelada não trazem nenhum voto.
Tive a oportunidade de visitar a Antártida e foi uma grande experiência aterrisar na neve e conviver algumas horas com as pessoas que trabalham lá.
O clima me pareceu harmônico confirmando as leituras que apontavam a Antártica como uma experiência de governança global que deveria ser levada em conta quando se discute o tema. É um sucesso pontual de uma forma ainda utópica de governo.
Expresso meus sentimentos aos familiares do suboficial da Marinha Carlos Alberto Vieira e do sargento Roberto Lopes dos Santos, mortos na Antártica e a todos que trabalham na base. São um orgulho para o Brasil.
O trabalho na região é voltado para a pesquisa científica mas a presença brasileira pode levar também a algumas indicações para a economia.
Nosso litoral não é rico em peixes, ao contrario das águas frias da região do extremo sul , um verdadeiro paraíso de proteínas.
Na experiência científica, no entanto, é que se depositam as maiores expectativas. No campo das mudanças climáticas, por exemplo, o gelo derretido indica aquecimento do planeta e aponta para a elevação do nível dos mares.
O gelo, depositado em diversas camadas, congela também variáveis climáticas de épocas anteriores e, através do seu estudo, chega-se a uma visão gradativa e coerente das mudanças através dos tempos.
Não sei se será possível reconstruir a base Comandante Ferras antes da Rio+20 . Vale um esforço nacional e creio que, pela atmosfera de cooperação que existe lá, não estaremos sós na tarefa.



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