Três mil produtores rurais, responsáveis por grande parte dos alimentos que consumimos no Rio de Janeiro estão sendo ameaçados de expulsão de suas áreas em virtude da construção de uma barragem que vai inundar quatro mil hectares na região de Cachoeiras de Macacu.
Projetada pela CEDAE, a barragem visa levar água para a COMPERJ, o complexo petroquímico que está sendo erguido em Itaboraí. A produção de alimentos aqui e grande e diversificada: aipim, inhame, batata-doce, goiaba, palmito (inclusive o procurado palmito pupunha), milho, açaí, citrus. Tudo isso será extinto
Não bastasse esta violência contra a agricultura, também perderemos mil hectares de mata nativa, pois embora nem toda ela seja submersa, perderá sua função de corredor ecológico.
A barragem vai conter um rio pequeno, o Guapiaçu, mas a verdade é que existem outras alternativas. Não é necessário tomar a água de um rio tão pequeno, não é preciso desalojar três mil produtores rurais, não é preciso dar esse golpe neste verdadeiro celeiro de alimentos que abastece o Rio de Janeiro.
Nós nos comprometemos com os lavradores daqui – já tínhamos estado aqui na pré-campanha, numa manifestação exatamente contra a construção desta barragem – que estaremos lutando com ele para evitar que isso aconteça. Não só obstruindo este processo perverso que troca a alimentação pela água para o petróleo, mas também oferecendo alternativas para que a CEDAE possa captar água para o Rio de Janeiro sem prejudicar a produção de alimentos.




7 Comments
Quanta besteira!!!!!!!!!!! A água da barragem seria para aumentar a capacidade do sistema Imunana-Laranjal, que leva água a 1,5 milhão de pessoa atualmente, e vai aumentar devido ao crescimento populacional gerado pelo Comperj. A possível construção da barragem no Rio GUAPIAÇU (se escreve assim) é destinada apenas ao ABASTECIMENTO HUMANO, e a destinação dos recursos hídricos para este fim é garantida pela legislação brasileira. Por favor, tomem conhecimento dos fatos antes de escrever qualquer coisa sobre o meu município.
Acho que devemos ter um momento de reflexão sobre a destinação da água. É sabido por todos que o COMPERJ usará um quantitativo enorme de água para suas atividades e já foi dado a outorga pelo órgão licenciador carioca, só naõ ficou definido de onde a água virá. O sistema Imunana-Laranjal não possui capacidade volumétrica e o aquífero local não dá garantias de fornecimento continuado.
Um sinal de alerta se acende. Diz-se muito sobre desenvolvimento sustentável, mas convenhamos: que tipo de desenvolvimento e sustentável para quem? Interessa a quem degradar a sustentabilidade social instalada no local? Pq a injustiça e racismo ambiental sempre chegam junto com os mega-empreendimentos e os órgãos licenciadores?
São várias reflexões e questionamentos.
A construção de barragens com a contenção de rios ou a mudança do seu curso, como acontece no Rio Paraná no sul do país para a construção da Hidrelétrica de Itaipu traz sérios danos à fauna e à flora: o equilíbrio ecológico é rompido e grandes mudanças climáticas são verificadas, além dos prejuízos diretos causados às populações humanas locais.
Seria necessário refletir bastante antes de se tomar certas decisões e não há besteira na posição de Fernando Gabeira em relação ao assunto, que o conhece por demais e, como cidadão do mundo – e não dono dele – também se sente ameaçado juntamente com a população flminense.
Entendam que eu não sou a favor da barreira, mas a favor das informações corretas. Afinal, sou jornalista, e apuro os fatos antes de veicular. No caso, volto a repetir que a água da possível barragem seria para consumo humano, e não industrial.
fernanda, o “quanta besteira!!!!!!!!!!!” deixou clara sua posição….
Lamento ver pessoas sendo enganadas. E pessoas enganadas enganando. O Comperj precisa de água. Será instalado ali, por causa da água. O projeto de desvio das água do Paraíba do Sul para atender o Comperj, não vai sair do papel. Os produtores rurais da região e o meio ambiente vão pagar o pato.
PT e PSDB chegam ao fim:
http://blogdovampirodecuritiba.blogspot.com/
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