O que move as sociedades de rede na Lagoa Rodrigo de Freitas não são fibras óticas mas bubinas de nylon. Cada rede pede três bubinas e pode durar até dez anos.
Não precisam de ar condicionado, apenas sombra. Embora exista uma pequena colônia de profissionais na Lagoa, são os amadores e suas redes que iluminam as manhãs. O objeto de desejo é o robalo mas na rede caem apenas peixes pequenos, savelhas na maioria.
Um estudo de 2005 mostrou que os peixes da lagoa estão contaminados com metais, sobretudo zinco e cobre. Outro trabalho sobre os peixes mostrou que sua presença depende da salinidade.
Documentei grandes mortandades de peixe. Hoje, a Lagoa é monitorada para determinar diariamente o nível de oxigenação de suas águas. Além disso, um barco faz a limpeza diária, ampliando as vezes sua ação com alguma canoas adicionais.
O ponto em que os pescadores se concentram, embaixo de uma ponte sobre a lagoa é um lugar estranho. Alguns ficam escondidos atrás da ponte com linhas e anzol.
Só os que têm rede aparecem para lançá-las. Há pescadores isolados que navegam usando pneus. Todos são acompanhados pelas garças que esperam a sua cota diária de peixe. Um dia é do pescador, outro da garça. Mais sábado mais tranqüilo e vou revelar o que elas fazem por ali.





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